A vizinhança.

25 de novembro de 2009

Em um prédio modesto e pequeno, morava um homem gordo (gordo mesmo... muito gordo) com sua namorada bonita. No mesmo prédio, residia uma mulher de meia idade que andava pela casa completamente nua na maior tranquilidade (isso incluia as vezes que ela passava roupas, varria a casa e/ou assistia televisão). Ainda no mesmo prédio, um homem jovem que aparentava ter lá seus vinte e três anos de idade, recém formado em qualquer coisa, se mudara fazia pouco tempo.

No prédio da frente havia uma família típicamente normal que nunca se envolvia em conflitos entre vizinhos e, no apartamento do lado, uma vizinha completamente maluca que era muito amiga dessa família.

Ponto.

Em um dia que tinha tudo para ser tranquilo, um jogo de futebol começava na tv. O pai da família que falamos anteriormente, o qual torcia loucamente por um dos times, assistia ao jogo atentamente. Eis que surge um grito que provinha do outro prédio, chingando o time do pai de família. Este, por sua vez, correu para a janela e, dirigindo-se à janela do vizinho gordo, o chingou de tudo o que pôde. Defendendo-se dos insultos, o gordo - quase pulando para fora da janela - disse que quebraria o pai de família no dia seguinte:

"Seu filho da mãe, vem aqui que eu vou te quebrar!"

"Vem você, seu covarde... Falar é fácil, heim!"

A vizinha maluca puxou o pai de família pela cintura e caiu em cima da cama de casal. A mãe de família estava assustada e não sabia se olhava para a briga ou para seu marido caído na cama com a vizinha.
"Fica na tua mermão... fica na tua..."

"E a tua mulher, aquela gostosa que anda pelada na janela todo dia? Cuida dela, viu?"

O gordo virou-se para sua mulher assustado e a moça bonita, inconformada e sem palavras, tentou se explicar, mas não deu tempo. Eles sumiram da janela e começaram a discutir.

Resultado:
O gordo se separou da mulher;
Quem andava pelada pela casa era a outra vizinha e não a mulher do gordo;
A vizinha maluca se tornou muito amiga da mãe de família;
Quem gritou chingando o time do pai de família foi o recém formado e não o gordo;
E o pai de família é o meu pai.

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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