1ºC.

12 de dezembro de 2009


Nesse ano eu aprendi o que é gostar de ir pra escola. Para muitos, pode parecer bobeira, mas eu sei o quanto foi difícil permanecer aqui até agora e me sinto feliz por ter chegado até onde eu cheguei. Porém, eu me sinto mais feliz ainda por ter conhecido tantas pessoas as quais fizeram o meu ano ser um dos melhores da minha vida, que ainda está no começo. Mas ninguém poderia enfrentar tudo o que eu enfrentei durante esses meses sozinha, portanto, devo acrescentar aqui, que esse texto tem um destinatário muito especial. Apesar de eu ter alguns amigos nas outras classes, tenho que dizer que esse texto vai para o 1ºC.

Sem dúvidas, tive muita sorte em ter entrado numa classe tão unida. Desde o primeiro dia de aula, os grupos já foram se unindo e, no decorrer da primeira semana, já estávamos todos juntos, querendo saber mais uns dos outros. Foi aí que começamos a participar de várias comemorações feitas dentro e fora da escola, incluindo a festa junina e a noite da pizza. Em todas essas datas demonstramos a nossa união de forma incontestável. 

Porém, ao final do mês de junho, tivemos que nos despedir de vários amigos, muitos dos quais eu tenho certeza que levaremos pro resto da vida nos nossos corações. Mas sabemos que, enquanto estivermos vivendo, passaremos por situações parecidas e temos de aprender a lidar e a passar por cima delas, aprendendo a viver novamente de forma alegre. Foi o que a nossa sala fez. A classe que mais perdeu alunos foi a classe que mais permaneceu unida. 

De volta à escola, no terceiro bimestre, passamos por semanas estressantes. Muitos de nós passaram longos periodos após a aula na escola, organizando seminários, teatros, trabalhos e outras apresentações e todas delas também demonstraram o quanto somos unidos, mesmo nos momentos de estudo e obrigações. Chegando ao quarto bimestre, começamos a ver realmente o que era estar a um passo de tudo isso ir por água abaixo. Não todos, claro. Em nossa sala existem alunos que têm uma incrível facilidade em várias matérias, mas mesmo assim, muitos deles ficaram com os que tinham dificuldade, os auxiliando e os ajudando. Apesar de os alunos sem problemas com notas, nossa sala também engloba os que têm dificuldades, que viram de perto o que é ficar doidinho.

Compartilhamos notas boas, nos deparamos com notas não tão boas assim, aprendemos a deixar de lado festas, passeios e viagens para estudar, nos consolamos com as notas ruins, brigamos por causa do ventilador, rimos muito e alguns até choraram também. Ficamos estressados por causa do teatro, nos xingamos bastante porque isso também faz parte e ninguém pode negar. Fizemos das nossas aulas que poderiam ser monótonas, aulas divertidas e legais, mas sabendo separar brincadeira de estudo. Superamos a perda de nossos amigos no meio do ano e continuamos a acreditar que iremos ficar juntos até o fim.

Muitos dizem que a união faz a força; outros, insistem em falar que o que nos faz crescer é o sucesso e a inteligência. Para mim, esses dois critérios andam juntos, mas o que realmente importa é sermos felizes e, para que isso aconteça, precisamos de amigos que estejam ao nosso lado na hora em que precisarmos, seja nas horas felizes, ou nas horas tristes. E eu tenho certeza que iremos todos estar aqui, no colégio Unilus, em dois anos nos formando e determinando nossos futuros todos juntos, pois é assim que somos e seremos até que o destino nos separe.

1ºC, eterno em nossos corações.

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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