Coralina, pobre menina!

23 de abril de 2010

Coralina era diferente.

Sorria de uma maneira que só ela sabia sorrir; cantarolava com uma doce voz, que só ela sabia soar; olhava o mundo de uma outra forma, buscando encontrar o lado bonzinho das coisas. Ajudava as pessoas, lia contos bonitos, ouvia belas canções. Sempre do seu jeito, sem maiores influências.

De repente, sua inocência se voltou contra ela. Sentiu-se diferente demais, bondosa demais, inocente demais.

Naquele dia, vestiu-se diferente. Pintou suas unhas, alisou seus cabelos, calçou o sapato alto de sua mãe. Comprou potes de felicidade, comprou saquinhos de esperança, comprou risadas... Comprou amigos.

Retocou sua maquiagem e fechou a porta atrás de si, direcionando-se ao seu novo mundo.




[Eu pinto as unhas, só pra constar. E só não uso salto alto porque saí rolando pela casa na última vez que tentei fazer isso]

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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