A esperança não é a última que morre...

21 de junho de 2010

... porque ela simplesmente não morre.



Números. Contas. Folhas inteiras rabiscadas. Uma infinidade de fórmulas malvadas juntas em uma máfia poderosa com um único objetivo: te deixar doido.
No ano passado vi meus amigos repetirem de ano por causa de números. Esse ano, alguns largaram a esperança de mão e desistiram, e eu tinha tudo pra ser um deles. Eu tinha tudo pra passar a odiar ainda mais os números. Eu tinha tudo pra querer nunca mais ver um professor de Matemática na minha frente. Eu tinha tudo pra me revoltar e levar na brincadeira todos esses dias que eu passei almoçando pastel e dormindo pouco. Eu tinha tudo pra estar chorando agora e pisando em cima da minha prova. Eu tinha tudo pra pedir pra sair da escola. Eu tinha tudo pra jogar pro alto esse mar de opotunidades o qual venho agarrando com todas as forças atualmente. Eu tinha tudo... e nunca tive nada.

Hoje foi diferente.

Entrega de provas. Mãos suando. Olhos aflitos. Coração batendo rápido. Unhas sendo roídas sem piedade. Mesas sendo rabiscadas. Pés sapateando pelo chão da sala de aula.
"A única que não ficou de recuperação em Matemática, dessa sala, foi a Mariany..."
Pavor. Assombro. Desespero. Dúvida. Pensamentos. Confusão. Esclarecimento. Sorriso. Felicidade.
Consegui provar pra mim mesma que eu posso ser melhor do que eu sempre tentei ser.
Ah, eu sou a Mariany. Só pra deixar claro.

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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