Transformando lágrimas em sorrisos.

2 de julho de 2010

Minha garganta dói. As vuvuzelas já estão todas pelo chão, descontentes. A garrafa de coca-cola quase vazia demonstra sua insatisfação sobre a mesa. Os palitos de pirulito espalhados pelo sofá, os pacotes de docinhos, o que restou do doritos... todos estão tristes.

Último instante do jogo, o último chute, a última chance. Não foi dessa vez, né, Brasil?

Não chorêmos, brasileiros. Não importa se a próxima copa será somente daqui a quatro anos, ou se o Dunga é isso ou aquilo, ou se o brasileiro doido fez um gol contra, ou se nós esquecemos de dar três pulinhos antes da partida contra a Holanda. Esqueçamos, esqueçamos... Apaguêmos isso de nossas memórias.

"É só um jogo de futebol'', dizia o Galvão.

Nossas bocas confirmam que foi só uma partida, mas nossos corações não. Nós carregávamos conosco um sentimento de certeza em relação ao hexa. Isso foi um susto. Para os mais fanáticos, um desespero terrível.

Aprendi a amar meu país por causa da Jennifer, minha amiga francesa. Eu me refiro ao meu PAÍS e não à seleção brasileira. Na minha opinião, o Brasil é sim um país maravilhoso, acolhedor, bonito, colorido... vamos enxergar as coisas boas, pelo menos uma vez na vida, né? E poxa, a Jennifer me fez ver o lugar onde moro com outros olhos. Passei a dar atenção à coisas mínimas que passavam despercebidas pela minha rotina cansativa. Aprendi que o Brasil é sim um país lindo.

Ao meu ver, a seleção é representante de toda essa beleza e felicidade que abrange nossas terrinhas. Se perdemos, perdemos o jogo, não a nossa felicidade. Portanto, devemos erguer a cabeça e saber que nós, brasileiros, moramos num lugar FELIZ.

Isso que importa.

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Estou de férias. Sinto-me bem. Descobri que estou cercada de gente que me ama. Vou sair por aí sem dinheiro, nem que seja pra dançar debaixo da chuva. Vou aproveitar cada segundo desses dias de liberdade. Estou feliz.

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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