Um pouco mais de paz, que tal?

21 de julho de 2010

                                                              Texto para Blorkutando
                                                                 Tema da 95ª Semana
                                                                 Gosto não se discute


Assim como o que comemos durante a semana, as discussões sobre gostos diferentes sempre é válida quando é saudável, seja em relação à times de futebol, à música ou a qualquer outro assunto. Se Júlia é católica, nada a impede de aguçar a sua curiosidade a ponto de querer visitar a igreja evangélica de Marcos. Da mesma forma que, se fulano gosta de música eletrônica, nada o impede de ir à um show de rock. Ampliar a cultura nunca é demais, muito menos proibido.


Na nova geração de jovens, principalmente os mais novinhos, o que se destaca agora é ser diferente. Na minha época de 13 anos, usar uma calça colorida era quase assinar o atestado de óbito perante a sociedade. Com o tempo, os gostos e as mentalidades mudaram e, com isso, a visão do "normal" mudou também.

Porém, existe muita gente que continua com a visão pré histórica de zombar dos moderninhos. Eles consideram que ser fã de Restart, Cine e outras coisas muito coloridas hoje em dia é quase se jogar do precipício, assim como há três/quatro anos atrás, ser fã de Simple Plan, My Chemical Romance ou até Green Day era sinônimo de ser emo. Acontece que a maioria dos fãs dessas bandas são adolescentes. Errr... só para ninguém pensar que eu estou vomitando asneiras:

"Adolescência é a fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, mental e social - e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto[1]". (fonte: Wikipedia, minha amiga pra todas as horas).

Se a adolescência é uma fase de transição, qualquer jovem tem o direito de se expressar da maneira que desejar. Assim como as mães da geração anos 80 idolatravam Cindy Lauper e nossos avós o Elvis Presley, hoje, com toda essa mídia alvoroçada e acúmulo de informações, os jovens têm pleno direito de se vestirem, ouvirem e serem o que bem entenderem. Por isso, criticar uma fã de 12 anos de Jonas Brothers é esfaquear o próprio pulmão.



Voltando-se para outros assuntos, um outro item sobre o qual eu acho inútil desejar impor a verdade absoluta é a religião. Parece que estamos vivendo a Idade das Trevas do século XXI. Cada membro de uma determinada doutrina defende com unhas e dentes suas teses, explicações de mundo, o que vem depois da morte, se Jesus pegou ou não a Maria Madalena... Parem com isso! Ninguém aqui tem a verdade de nada! O que importa é o que cada um tem dentro do coração, como cada ser segue sua vida, como cada indivíduo constrói coisas boas para o mundo e para si mesmo. Cada um acredita no que bem entender e ninguém tem o pequeno direito de apontar na cara de alguém e dizer: A minha religião é superior a sua. Ah, qualé, que coisa mais antiquada.

E o futebol? WTF? Por que tanta gente se mata por causa de um simples jogo? Eu realmente não consigo entender o que leva um indivíduo em sã consciência a invadir um campo de futebol depois do seu time ter perdido a partida, com um pedaço de madeira na mão, querendo espancar meio mundo até a morte. Enquanto o coitado tá lá matando geral (ou morrendo, tsc tsc), os jogadores do mesmo time estão curtindo a vida, no maior luxo, fazendo o que gostam de fazer, casados com pessoas gostosas, tomando um cognac...

Pois é, gosto se discute, mas quando palavras normais se transformam em agressivas ou em coisas piores, é melhor parar pra pensar estamos mesmo com a tal da VERDADE.


Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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