Alguém quer um pouco da minha felicidade?

5 de setembro de 2010

Nesse último final de semana, abandonei temporariamente minha vida de estudante sem tempo, para engrenar numa aventurinha.

Eram quase 19h quando meu pai deu a primeira partida no carro. Eu estava ao lado dele, no banco da frente (adoro o banco da frente) e, no de trás, estavam meu irmão e meu primo. Fomos em direção à Barra do Una, uma cidadezinha minúscula no litoral norte de São Paulo, onde moram meus tios. Passamos a noite lá e, no dia seguinte, por volta das 4h30, saímos em direção à Serra da Mantiqueira.

Foram mais de quatro horas de viagem, com poucas pausas durante o percurso. Fomos em dois carros (meu pai, nada bobo, preferiu seguir o carro do meu tio, para não correr o risco de se perder e ser culpado). Embora a viagem tenha sido longa, não foi cansativa para mim. Passei a maior parte dela fotografando, olhando pro lado de fora da janela e lendo. Li A Menina que Roubava Livros.


Ah, vale lembrar que uma das coisas que mais me fizeram feliz durante o tempo em que fiquei no carro, foram as paisagens. Muitas, muitas, muitas fazendas, cheias de vacas, bois, cavalos... As montanhas, o cheiro do sol nascendo, o frescor das árvores. Meus pés cobertos por meias sobre o porta-luvas e o casaco roxo de minha vó me cobrindo, diante do frio perfeito que fazia na estrada. Eu colocava minhas mãos pro lado de fora e elas voltavam congeladas. A neblina que esvoaçava pelo asfalto fez meu nariz virar gelo. Logo depois, veio o sol. Porém, ele não chegou escaldante. Estava muito agradável, pois o clima estava frio e o sol aconchegava o nosso carro. Coloquei meus óculos de sol - momento modernidade - e fotografei o nascer do rei amarelo.



Chegamos em Santo Antônio do Pinhal por volta das 9h da manhã. A entrada da pequena cidade é muito fofa: cheia de ávores enorrrmes, pessoas de chapéu e carroças. Não demorou muito para encontrarmos a pousada, a qual tinha um nome bem convidativo - Pousada do Grilo, haha - e logo deixamos nossas coisas no quarto.


Fomos tomar café-da-manhã em uma padaria em frente à pousada. Sentamos nas mesinhas do lado de fora cobertas por um toldo colorido. Pãozinho na chapa com queijo, café-com-leite... coisinhas de casa, hehe!


Logo depois, passeamos pela cidadezinha. Não demorou nem meia hora pra conhecermos ela toda! Descobrimos uma pracinha com uns equipamentos de exercício e nos divertimos muito lá hahaha... se tivesse um daqueles em Santos, eu já estaria magérrima. Após o pequeno passeio turístico, voltamos pra pousada e ficamos na piscina. Era um lugar bem agradável.


No almoço, continuamos na pousada. Meu pai falou pra comermos o que quisermos. Arroz? Feijoão? haha, nem ferrando. Pedimos uma tonelada de batata-frita e uns mil pastéizinhos pequenos. Enchemos as panças e nos arrumamos para nosso destino: Campos do Jordão.

Estou sem palavras até agora. Campos do Jordão é o lugar mais lindo que eu já fui na vida. Além de ser uma cidade linda, me passou uma tranquilidade imensa. Fez-me sentir feliz como nunca. Bem, a viagem durou vinte minutos. Paramos na entrada para fotografar e nos encaminhamos ao teleférico (lembrando que eu tenho pavor de altura, mas beleza). Chegando lá, vi que as cadeirinhas eram individuais (lembrando novamente, que eu quase voltei pra Santos à pé depois dessa, mas superei meu medo). Subi na cadeirinha. Caí de lá de cima e... brincadeirinha. Apesar do medo, aproveitei o percurso de, aproximadamente, uma eternidade. Vi as ávores enormes que eu citei anteriormente, vi as casinhas triangulares ficarem minúsculas. Nessa altura do campeonato, as pessoas já se transformaram em formiguinhas. Era muito muito muito alto.


Depois dessa aventura, fomos conhecer uma parte da cidade e jantar. A noite naquele lugar é, simplesmente, perfeita! Havia luzinhas natalinas por todos os cantos. Para cada lado que eu olhava, via pessoas cheias de casacos e toucas e... aaaa, que lindo.

Jantamos em um restaurante bem bonito, com umas luzes amareladinhas lindas. Comemos batatas recheadas (só de lembrar, me dá fome... nhammm!!). Depois, demos mais uma volta pela cidade. Como é inexplicável descrever a beleza daquele lugar e o que eu senti ao visitá-lo, vou parar por aqui. Voltamos para a mesma pousada à noite e levamos um monte de coisa pra comer no quarto. Foi muito legal, hihi!


Na manhã seguinte, após um farto café-da-manhã, deixamos a pousada e nos direcionamos à Aparecida do Norte. Foram mais duas horas e pouquinho de viagem. Mais animaizinhos, mais ávorezinhas, mais solzinho... Ah, que perfeito! Não gostei do clima frio ter se transformado em um sol escaldante, mas valeu à pena.
Chegamos por volta das 10h e fomos conhecer o lugar. Apesar de eu não ser nem um pouco religiosa, amei tudo o que vi por lá - exceto algumas coisas bizarras na sala das promessas que me apavoraram -. A igreja era linda, linda, linda... compramos aquelas benditas fitinhas coloridas de Nossa Senhora (tem que fazer bonito, né...) e andamos num caminho gigantesco que não tinha fim e nos levou para uma outra igreja, perto de algumas lojinhas. Demos uma volta por lá, fotografei loucamente e voltamos pra outra igreja para almoçar numa praça de alimentação lá perto. Essa parte foi tensa, pois vale lembrar que fomos em um domingo e esse é o dia que mais lota. Devido à isso, depois de muito custo, encontramos uma mesa de 4 cadeiras. Éramos em 6 pessoas. Não preciso terminar no que isso deu, né?
Depois de dar mais uma andadinha, comprar um milhão de presentes, fomos em uma montanha russa da hora que tinha lá. O objetivo era fazer meu pai nos filmar. Depois de virar pra todos os lados, dar um looping do mau e quase vomitar, meu papai, com sua carinha linda, nos avisou que esqueceu de apertar o botão. Resultado: fomos de novo (dessa vez ele filmou).


Bem... por volta das 15h, voltamos para o carro. Ah, lembrando que o carro estava estacionado no estacionamento mais alto que tinha lá. Na descida foi suave, mas na volta, quase paguei todos os pecados que cometi nesses dezesseis anos e meio de vida. Entramos no carro, trocamos de roupa lá mesmo (não imaginem essa cena) e tomamos a estrada novamente. Dessa vez, direto. Seis horas de viagem de volta, metade dela dormindo.
Só tenho que dizer que essa viagem me renovou e me deixou muito feliz. Voltei pra casa totalmente alegre, pulando, festejando. No dia seguinte, na escola, distribuí presentinhos e saltitei a manhã inteira... aiai, é tão bom se sentir assim. Alguém quer um pouco da minha felicidade?

• Se alguém quiser ver mais fotos da viagem: http://www.flickr.com/photos/manie_q
• Como já havia dito, tô preparando um conto pra postar aqui.

• Ah, to lendo "O apanhador no campo de centeio" e tô amando. Se alguém quiser ler sobre do que se trata: http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Catcher_in_the_Rye


É isso!

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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