Para a minha batatinha.

2 de novembro de 2010




Tava aqui lembrando de uma época não muito agradável da minha vida e pensei no quanto eu poderia não estar aqui, postando no blog, nesse momento. De repente, parei pra pensar que, naqueles tempos, a única coisa que me motivava a viver era essa pequena batatinha de 3 aninhos de idade a qual, na época, nem falar sabia.


Resolvi postar aqui um texto que escrevi bem nesse período, só e especialmente à ela:


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Seis e meia da manhã de um sábado não muito ensolarado. Na verdade, até
aquele momento eu ainda não sabia como o tempo estava, pois as janelas estavam fechadas.

Acordo com sua risada fofinha. Você olha para mim e estica seu bracinho, entregand0-me um coelho de pelúcia. Você se levanta lentamente e tenta equilibrar-se sozinha. Olha para mim e sorri. Vem em minha direção e dá cinco passinhos, mas, logo depois, cai sobre o colchão e ri novamente. Embora ainda não tenha dentes, seu sorriso é o mais belo do mundo e, com certeza, o mais verdadeiro de todos.

São mais de treze meses acompanhando seu começo de vida e espero que você continue sendo tão encantadora como é hoje.

Assistir Backyardigans deitada no sofá com você; fazer tour pela casa, pois você insiste em querer andar segurando a minha mão; dividir o danoninho de morango; brincar com o telefone; falar ‘batata’ repetidas vezes sem parar, deixando todos ao nosso redor realmente malucos; dançar tango na abertura da novela A Favorita; prender seu dedo no espelho sem querer, fazendo com que eu mesma ficasse desesperada por vê-la chorar por minha causa; ouvir “I’m not okay” e rir sem parar; acordar cedo para brincar de montar pecinhas coloridas; amassar, apertar e morder as suas bochechas... São tantas coisas, flor...

É por tudo isso que eu gosto de viver. E a vida não teria o menor sentido sem você me acordando com sua risada, às seis e meia da manhã de um sábado, para fazer um passeio turístico pela casa.

Texto para Mariah Helena, a pessoa mais importante da minha vida, quiçá a minha vida!

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Mesmo depois de ter superado essa fase difícil, continuo amando descontroladamente essa pequena menininha, minha prima tão amada e querida, que já sabe falar, andar, pular e, muito em breve, tocar piano.

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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