E tudo se vai com o vento

18 de fevereiro de 2011

A infância é uma fase na qual eu gostaria de viver para sempre. Crianças não medem esforços para conseguirem o que querem: entre uma puxada na barra da blusa dos pais e um esperneio com direito a choradeira e bater pé no chão, obtêm o que desejam. Além disso, não escondem o que realmente querem dizer atrás de um sorriso falso, pois suas vozinhas entram em ação nos momentos mais oportunos - segundo o seu ponto de vista.

As crianças amam verdadeiramente. Não tem essa de mandar scrap colorido, nem depoimentos quilométricos. Para elas, basta um abraço. E esse abraço nunca é forçado, quando vem do seu ímpeto. Elas abraçam porque querem expressar o que sentem pelo felizardo esmagado.

Sim, elas podem ser muito indiscretas e inconvenientes quando lhe convém. Dizer que alguém é muito feio ou que a barriga do vovô não é nada parecida com o tanquinho do galã da novela que a mamãe assiste são efeitos do mundinho em que vivemos sobre elas. E é aí que a coisa começa a mudar.

Se antes elas estavam na fila da infância pra poder se divertir no balanço da inocência, com o passar do tempo, a sociedade ao seu redor modela o que ela passará a ser. Dentre essas influências sociais, existem boas e ruins. E são justamente as ruins que fazem dessa sinceridade em viver, uma característica quase imperceptível entre um trânsito caótico e um relatório não concluído, esvoace pela atmosfera como se fosse algo desnecessário perante sua nova realidade.

Hey, leitor... não abandone esse espírito infantil por aí. Guarde, mesmo que em pouca quantidade, essa essência de ser criança, pois muitas vezes, ela faz com que o mundo se torne algo mais bonito para seus olhos. Até porque, a barriga do vovô realmente não parece com o tanquinho do galã da novela que agora você assiste.

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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