Sentir

21 de novembro de 2011


Eu poderia escrever uma narrativa contando a história de um índio tupi que tem orkut e que agora sofre com a quebra de sua cultura convergente que não é divergente como a arte. (ufa, respira, pronto).
Eu poderia escrever um poema todo subjetivo, daqueles impossíveis de ser interpretados, escrevendo sobre como entender o ser humano em milhões de versos decassílabos.
Eu poderia escrever uma descrição do deserto do Saara baseada em previsões para o ano de 2082, relatando a flora, a fauna, e toda aquela história geográfica que a gente tá cansado de ver na escola.
Eu poderia até mesmo escrever uma dissertação sobre a Primavera Árabe e tê-la impressa em todos os jornais como a maior redação de todos os tempos e levantar um troféu num tapete vermelho de frente pras câmeras de todo o mundo (respira).
Mas não, eu não posso explicar tudo o que eu sinto por você... nem em narrativa, nem em descrições, nem em poema algum, nem em dissertações, muito menos em um texto doidinho como esse. Só sei que eu sinto. E você também sente. Isso basta.



Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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