Seu sono

18/11/2011

Eu adoro te ver dormir. Tava sol, daqueles que a gente não consegue abrir os olhos, mas gosta de sentir a pele torrar - meu narizinho de rena que o diga -. De repente, deitei ao seu lado sobre a areia, e quase adormeci. Não podia. Sabe lá se a gente ía acordar com nossas mochilas e se a minha bicicleta estaria no mesmo lugar, né? Fiquei de guardinha. Sentei ao seu lado, enquanto você, deitado, dormia sob o sol. Eu, lutando pra não dormir junto - porque o soninho tava brabo -, peguei o livro em alguma página qualquer e comecei a ler. Não dava. Era só olhar pra você que eu me desconcentrava. Um beijinho. Voltava pro livro. Parava. Olhava pra você, que dormia... sabe lá se sonhava ou não. Só sei que dormia e eu sorri o tempo inteiro. Foi chato voltar pela ciclovia e não poder olhar para trás, para ver sua imagenzinha diminuindo conforme a distância aumentava, porque eu corria o risco de atropelar velhinhos ou ser atropelada por eles.



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