"És um senhor tão bonito...

02/01/2012

... Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...''



Estava pensando como começaria o primeiro post do ano... de repente, deu vontade de falar de novela.

"Ai, eca, você assiste novela, sua anti-cult..."


Assisto. Na verdade, eu assisto à uma em especial. É difícil este tipo de comunicação me prender, pois geralmente o que se tem é sempre aquela mesma banalidade de sempre, superficial e sem graça, que, no máximo, me prende enquanto eu aprecio um miojinho quatro-queijos.

Mas existe uma que me prendeu desde o começo... sabe, não me deixou viciada a ponto de ficar que nem vovó presa em casa às 18h de segunda à sexta, privando-me da vida pra me dedicar à televisão. É como um livro bom: tem uma história boa, me faz viajar e ficar apaixonada por cada página. Só que ao invés de páginas, são capítulos.

Seria um problema pensar que por conta disso, não poderíamos viajar do jeito que bem entendêssemos, já que a nossa criatividade e imaginação são brecadas pela imagem que nos é dada (em HD! haha). Mas no caso dessa novela, não me decepciono, já que tudo o que chega aos meus olhos me agrada e corre direto pro coração. É, é uma novelinha pra guardar no coração. Tem cenas lindas, personagens autênticas, trilha sonora maravilhosa, cheiro de natal e gosto de maçã-do-amor.

A Vida da Gente, escrita por Lícia Manzo, dirigida por Jayme Monjardim, (wikipédia básica), é exibida pela Rede Globo desde setembro do ano passado. Trata-se de histórias que nos dão verdadeiras lições de vida.

Ana, tenista famosa, se apaixona pelo irmão de criação, Rodrigo. Ambos mantém um romance instável, já que suas famílias não concordam com a ideia. Eis que Ana descobre que está grávida e vai para o exterior com sua mãe. A princípio, para preservar sua carreira de jogadora de tênis, Ana é obrigada pela sua mãe - e rancorosa - Eva a fingir que seu filho é seu irmão. Com isso, Ana, que tinha a vida dirigida e controlada por sua geradora, afasta-se de seu amor e esconde o filho que ele nem sabia que existia. No entanto, uma acidente ocorre entre Ana, sua irmã Manuella e sua filha Júlia, o que deixa a personagem principal em coma durante mais de cinco anos. Durante esse período, surge um laço muito forte entre Rodrigo e Manuella, o que fez com que os dois criassem Júlia juntos, se casando e formando uma família. Mas, como o destino é um verdadeiro pregador de peças, Ana acorda e tudo muda. Rodrigo, atordoado com o acontecimento, descobre junto com ela que o amor entre os dois ainda permanece vivo e, provavelmente, não cessará.

É uma história linda, que retrata a personalidade de cada personagem com convicção. A minha favorita é a Manuella, pela sua fofura e seu caráter. Além de lições de vida, mostra-nos também o poder do tempo. Essa palavrinha, além de ser repetida várias vezes na música de abertura (Oração ao Tempo - na voz de Maria Gadú), está presente no decorrer da trama com firmeza. Além desse foco principal, existem inúmeras vidas que são narradas durante os capítulos. A história da médica Celina, que sempre quis ter uma família e luta por isso com esperanças... a história de Nanda, a menina rebelde que virou uma mulher autêntica e com firmeza nas palvras... a história de Iná, a vó de Ana, que nos acalma com suas palavras doces... enfim, são tantas histórias que vale mais à pena serem assistidas do que contadas por mim.

É interessante, para aqueles que não tem nada para fazer como eu, nessas férias, parar às 18h e ligar a televisão para assistir a esse livro mágico. Televisão não oferece só desgraça, Big Brother, mulher pelada e futebol. Generalizar essa ideia nem sempre faz da gente alguém superior ou mais intelectual.

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2 comentário (s)

  1. Cara, eu nem acredito que encontrei alguém que gosta de blog e dessa novela em especifico.

    Aqui em casa todo mundo odeia ela, muito provavelmente por não conseguirem se colocar no lugar dos personagens e sabe por que? Por que não é uma história qualquer que você pode se por no lugar... Quer dizer, até pode? Mas não vai ser a mesma coisa se você não tiver uma irmã que esteve em coma...
    Manuella por ter encarado a mãe e ter feito tudo que fez por amor a irmã e principalmente pelo caráter indiscutível que ela demonstra. Mas a minha preferida é Ana... Desde o primeiro episodio (não que seja acompanhante fiel), o que mais admiro nela é a forma com que enxerga as coisas, a forma realista com que ela encara as situações, sem deixar de lado seus sonhos e agora sem deixar que tomem conta dos sentimentos dela. Isso me encanta... É difícil as pessoas não se deixarem levar pelo que é mais fácil. Podem até não concordar comigo e dizer que o
    Rodrigo deveria ficar com a Manu, mas quando a gente se encanta com uma personagem é assim, nada nos faz mudar, não é mesmo?

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  2. É verdade, Graziele! Muito legal seu comentário... obrigada por visitar meu blog :D

    Eu concordo com você... acho que fica difícil se colocar no lugar das personagens, pois muitas delas passaram por coisas muito complicadas. Eu entro em conflito quando eu paro pra refletir sobre o que a Ana deve sentir e o que a Manu também deve sentir... não sei de que lado estou. Na verdade acho que nem tem um "lado". A Manu me encanta pelo jeitinho, mas acho que a Ana deveria ficar com o Rodrigo no final, por mais "anti-ético" que seja afirmar isso haha...

    Obrigada ^^

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