"Don't be afraid to be afraid"

02/03/2012



Há um ano e três meses, vi minha nota de dez reais ser trocada pela Rolling Stone especial John Lennon. Foi uma troca bem feita e não me arrependo nem um pouquinho. Acontece que folheei a revista inteira e, durante esse tempo todo, não parei para ler a entrevista principal que tinha nela: a última entrevista com o carinha de Liverpool antes de sua morte.


Hoje tomei vergonha na cara e li. E o melhor: ganhei mais um motivo para não ter me arrependido de gastar aqueles dez reais. A entrevista é maravilhosa e está exibida, na íntegra, no site da revista Rolling Stone (link no final do texto, para quem se interessar). Na revista, além dessa entrevista, nas páginas anteriores segue um depoimento dado pela Yoko Ono, em outubro de 2010.

Resolvi postar aqui, nesse cantinho, os trechos que eu mais gostei após essa leitura. Eu poderia ter dado continuidade aos meus estudos de Termodinâmica, mas não me arrependo (depois dessa entrevista, não me arrependo nem do chocolate que eu comi hoje) de ter trocado a Física por essa entrevista.

Ps: os trechos em negrito representam Jonathan Cott (quem fez a entrevista com o John).


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O primeiro trecho que destaquei retrata as falas da minha linda Yoko Ono sobre alguns momentos divertidos ao lado de John:
"Nós éramos pessoas muito verbais. Uma vez, estávamos no elevador, conversando bem animados, e nos esquecemos de apertar o botão. O elevador ficou no térreo um tempão, e nós nem percebemos. Finalmente, a porta se abriu e uma senhora entrou e nós nos demos conta do que tínhamos feito. Só estávamos batendo papo. Por que nós tíinhamos tanta coisa sobre o que falar? Talvez por sermos apenas nós dois. Nós nos isolamos, e não tínhamos ningué além de um ao outro. John não se importava nem um pouco com isso. Provavelmente tinha a ver com o fato de que ele tinha conhecido e cumprimentado tanta gente na época das turnês dos Beatles que não ter que receber muita gente parecia novidade.


Nós também éramos pessoas muito silenciosas. Não precisávamos dizer nada. Só de nos entreolharmos, já sabíamos o que o outro estava pensando. Quanto mais o mundo nos detestava, mais nós nos tornávamos protetores em relação um ao outro. Eu adorava o jeito dele mais para o fim: "Ande com o queixo para cima. Nunca deixe ninguém perceber que você foi atingida!" Eu sempre sorria quando ele dizia isso. Mas quando ele estava sozinho, eu o pegava refeletindo com um olhar distante, de um soldado jovem/velho que se lembrava de tudo. Um dia, ele até disse: "Olha, se algum dia eu morrer, faça o seguinte...", e ele me deu instruções precisas a respeito do que eu devia fazer com as sobras de estúdio dos Beatles. "Assegure-se disso." Eu achei notável o fato de ele ainda estar preocupado com as gravações antigas. De artista para artista, eu gostei daquela observação na época.



Certa noite, ele estava soluçando. "Não me deixe sozinho. Não morra antes de mim." "Mas, John, eu sou mais velha do que você, então é natural que eu me vá primeiro." "Não, você não pode fazer isso. Simplesmente não pode." Mas, em outro dia, ele disse, com muita calma: "Se você morresse, eu ia fazer uma sopa com você e a tomaria. Aí nós finalmente seríamos um corpo só". Parece que ele ficou ispirado com aquela ideia, e disse para as pessoas que trabalhavam para nós. "Sabe, se a Yoko morrer, vou fazer uma sopa com ela e tomar..." Todo mundo ficava com a expressão impassível, como se ele não tivesse dito nada fora do comum. John parecia um garotinho quando dizia aquilo. Um garotinho que tinha tido uma ótima ideia. (...)"


Confesso que me emocionei em certas passagens desse trecho. Não foi necessário derrubar lágrimas, nem fazer A Atriz Dramática enquanto li, mas me emocionei pela maneira como a Yoko guardou todos esses momentos os quais se passaram há tanto tempo e ainda permanecem vivos em sua memória e em seu coração. Foi legal descobrir, também, que o John tinha essa mania de Manie: consolar as pessoas e não seguir os próprios conselhos. - Não todos, mas muitos deles.





No trecho seguinte, Yoko reflete sobre os momentos em que se sentiu incomodada com o ódio que sentiam dela (muitas pessoas ainda a culpam pelo fim dos Beatles, como muitos sabem) e por todo o tumulto pelo qual o casal passou durante esse período.

"Eu pensava que se nós nos separássemos, talvez ele voltasse a ser aquele cara tão querido que tinha sido no passado. Essa não era a única razão por que eu queria a separação. Eu também já estava farta e ser odiada pelo mundo inteiro. A situação era um inferno. Estava ficando perigoso para mim. Para John, estava afetando a venda dos álbuns dele. Isso significava uma grande lacuna na vida dele. eu me sentia culpada. Mas John era inflexível na questão de ficarmos juntos. Então nós voltamos a nos acomodar no inferno e nos esfestelamos. Inferno! O que é o inferno?
"Nós vamos ser felizes em qualquer lugar em que estivermos, desde que estejamos juntos. Por acaso nós nos incomodamos? Não, Yoko. Nós não nos incomodamos, não é mesmo? Nós vamos nos acomodar em cadeiras de balanço na Cornualha quando estivermos velhos, esperando os cartões-postais de Sean." "

O John era um querido. Suas palavras eram tudo o que ela precisava ouvir. Elas se repetem no trecho abaixo:
''Nós lançamos o single "(Just Like) Starting Over". Mas a música não chegou ao número 1 da parada. Eu fui até John, que estava sentado em uma cadeira confortável, lendo os jornais. "John, sinto muito. O single só chegou ao número 8." "Não vai subir?" "Não." Ele passou um segundo pensando, olhando para mim. Então ele disse: "Tudo bem. Nós temos a família".''
Deu pra perceber que, nesse período, a dificuldade em estar no topo pela qual eles estavam passando era grande. Não que isso superasse tudo o que tinham, como mostra a maneira que John finaliza, ali em cima. Além disso, choviam críticas e mais críticas sobre seu trabalho, sobre o que John Lennon falou num trecho que postarei aqui mais pra frente.


Logo abaixo há um dos trechos que eu mais gostei entre todos esses que estou postando. Nele, Yoko fala sobre as mãos de John com um toque de saudade e humor:
''Eu sei que falo muito das mãos dele. Eu adorava as mãos dele. Ele costumava dizer que queria ter mãos como as de Jean Cocteau - dedos longos e esguios. Mas eu cresci rodeada de primos com aquelas mãos aristocráticas. Eu adorava as do John: mãos limpas e fortes de trabalhador que sempre me agarravam quando tinham a oportunidade.''
Agora vem o último trecho da parte da Yoko, também muito bonito, no qual ela retrata metaforicamente sua relação com John:
''(...) Será que importava o fato de o mundo inteiro odiar você tanto assim se o seu homem a amava aquele tanto? Que diferença faz se você tinha que viver no inferno com ele? Alguns casais podem ter a sorte de viver no céu. O nosso céu ficava no inferno. E nós adorávamos aquilo. Nós não íamos querer que fosse diferente.''

Yoko Ono sai.
John Lennon chega.


No primeiro trecho que gostei da entrevista de John, ele expressa sua revolta com a crítica afiada
que julgava seu trabalho de maneira precipitada e perversa, retratando a indignação com uma mídia que preferia vê-lo drogado e promovendo escândalos do que centrado em sua nova vida.
"(...) Mas fui atacado muitas, muitas vezes... e desde o início: "From Me to You" estava "abaixo do nível dos Beatles", não se esqueça disso. Essa foi a crítica no NME. Jesus Cristo, desculpe, talvez não tenha sido tão boa quanto "Please Please Me", não sei, mas "abaixo do nível?". Nunca esquecerei essa. E você sabe como foram ruins as críticas aos nosso álbuns da Plastic Ono? Eles nos esmigalharam! "Lamúria hedonista e simplista" - esse foi o principal ponto. Porque aqueles Lps não eram sobre nós mesmos, sabe, nem sobre Ziggy Stardust ou Tommy... e Mind Games, eles odiaram.
Mas não é só comigo, pegue o Mick [Jagger], por exemplo. Ele faz um trabalho consistentemente bom há 20 anos, mas acha que eles dão uma folga? Será que um dia dirão: "Olhem para ele, é o número 1, tem 37 anos e lançou uma música linda, 'Emotional Rescue', é a melhor"? Eu gostei, e muitas pessoas gostaram. Deus ajude Bruce Springsteen quando eles decidirem que ele não é mais Deus. Nunca o vi, mas ouvi muitas coisas boas sobre ele. Agora, seus fãs estão felizes, ele contou histórias sobre ficar bêbado e ir atrás de garotas e carros e tudo o mais, e é esse o nível que eles gostam, mas quando Bruce encarar seu próprio sucesso, envelhecer e tiver de produzir várias e várias vezes, eles vierarão as costas, e espero que ele sobreviva a isso. Tudo o que tem de fazer é olhar para mim ou para o Mick. Então, é um sobe e desce, sobe e desce - claro que é assim, mas o que somos nós, máquinas? O que querem do rapaz, que se mate em pleno palco? Eles querem que eu e Yoko trepemos ou nos matemos no palco? Só que quando criticam "From Me to You" como abaixo do nível dos Beatles, foi quando percebi pela primeira vez que você tem de manter o ritmo, há uma espécie de sistema no qual você entra na roda e tem de mantê-la girando. "
Parece que até na música, quando se tem um nome conhecido, estamos sujeitos a um sistema insuportável que nos faz querer esmagá-lo lentamente e vê-lo extinto do planeta.

Em seguida, John reflete sobre o "ser pai" diante de todos os problemas e imperfeições.
''O negócio com a criança é... Ainda é difícil. não sou o melhor pai do mundo, faço o meu melhor, mas sou muito irritável, fico deprimido, estou alegre e triste, alegre e triste, e ele vem tendo de ligar com isso também - tirar e dar, tirar e dar. Não sei quanto isso o afetará mais tarde, mas estou fisicamente presente. Somos todos egoístas, mas acho que os chamados "artistas" são completamente egoístas: pensar em Yoko, no Sean ou no gato ou em qualquer outra pessoa além de mim mesmo - eu e meus altos e baixos e meus míseros problemas - é um fardo. É claro que há alegria e recompensa, mas mesmo assim...
Então você luta contra seus instintos egoístas naturais.
É, a mesma coisa que usar drogas, comer porcaria ou não se exercitar. É igualmente difícil dar para uma criança, não é nada natural. Talvez seja a forma como somos criados, mas é muito difícil pensar em outra pessoa, até em seu próprio filho, realmente pensar nele.''
Bom, o trecho abaixo apresenta a tortura que compor músicas significava para John. Confesso que me identifiquei muito, pois muitas vezes passo por isso ao escrever textos, fazer um desenho ou tocar uma música ao piano:
"O que percebo quando leio Lembranças de Lennon [a lendária entrevista de John com Jann Wenner em 1970] ou a nova entrevista da Playboy [conduzida por David Sheff entre 8 e 28 de setembro de 1980] é que estou sempre reclamando do quanto é difícil escrever ou do quanto sofro quando estou compondo - que quase toda música que já escrevi tem sido uma tortura absoluta.
A maioria foi tortura?
Absolutamente. Sempre acho que não há nada lá, é uma porcaria, nada boa, não está saindo, é um lixo... E, mesmo se sai, penso: "O que diabos é isso?"
Soa um pouco constipado, de certa forma.
É uma estupidez. Simplesmente penso: "Essa foi difícil, Jesus, eu estava mal naquele dia" [risos]... Exceto por umas dez músicas que os deuses te darão e que saem do nada."
Gostei muito do trecho que destaquei abaixo. Reflete sobre a importância que muita gente dá ao ensino superior e que, muitas vezes, não significa tanto assim. E não é só porque estamos falando de John Lennon ao invés do João da padaria.
''Quando entrei na escola de arte, havia muitos meninos e meninas metidos a artistas, principalmente meninos, andando com tinta no jeans e se parecendo exatamente com artistas, e tinham muito que falar, conheciam cada pincel e falavam sobre estética, mas todos acabaram se tornando professores de arte ou pintores de fim de semana. Não aproveitei nada da escola de arte a não ser muitas mulheres, muita bebida e a liberdade de estar na faculdade e me divertir. Aproveitei isso ao máximo, mas quanto à arte, nada.''
Quanto ao pedacinho seguinte, fiquei encantada com o jeito que John se refere à Yoko:
"Eu chamo a Yoko de "mãe", como nosso presidente eleito [Ronald Reagan] chama a esposa de "mãezinha". Para os órfãos que acham isso estranho, é porque, em geral, quando se tem uma criança em casa, você tende a se referir um ao outro dessa forma. Yoko me chama de "pai" - pode ser freudiano, mas também pode significar que o Sean me chama de "pai". Às vezes a chamo de "mãe", mas a chamava de "madre superior" - se você checar isso nas porras dos discos dos Beatles, em Happiness Is a Warm Gun". Ela é a madre superior, é a Mãe-Terra, é a mãe do meu filho, é minha mãe, é minha filha... A relação passa por muitos níveis, como a maioria das relações, mas não há nenhuma estranheza arraigada nisso. As pessoas sempre te julgam ou criticam, ou se concentram no que você quer dizer em um LP, em uma música, mas, para mim, é o trabalho de uma vida. Das pinturas e poesias da infância até minha morte - é tudo parte de uma grande produção, e não tenho de anunciar que este disco é parte de uma obra maior: se não for óbvio, esqueça.''
Abaixo, mais uma vez, John destaca sua revolta com a maldita crítica:
""Suas entranhas estão para fora e sua aparência está para dentro/ Sua aparência está para dentro e suas entranhas estão para fora"
Certo, mas o que os críticos disseram? "Um pouco simplista, sem imagens nela". Talvez eu devesse ter dito "Suas entranhas são como suco de baleia pingando da espuma fermentada da doença venérea dos adolescentes na Times Square enquanto invejo heroína na minha cara branca de palhaço e me apresento com tênis de couro vermelho". Talvez então gostariam dela, certo?"
Um dos meus favoritos é o próximo trecho, no qual John fala sobre a paz.

"Não somos os primeiros a dizer "Imagine que não haja países" ou "Dê uma chance à paz", mas estamos carregando a tocha, como a tocha olímpica, passando de mão em mão, para cada país, cada geração... é nosso trabalho. Não viver de acordo com a ideia de outra pessoa de como deveríamos viver - ricos, pobres, felizes, infelizes, sorrindo, sem sorrir, usando o jeans certo, não usando o jeans certo.
Não estou reivindicando divindade, nunca reivindique pureza de alma, nunca aleguei ter as respostas para a vida. Só componho músicas e respondo a perguntas da forma mais honesta possível, e só - nem mais, nem menos. Não posso atender às expectativas dos outros sobre mim porque são ilusórias, não posso ser um punk em Hamburgo ou em Liverpool, porque estou mais velho. Vejo o mundo com olhos diferentes agora, mas ainda acredito em paz, amor e compreensão, como Elvis Costello disse. O que há de engraçado em paz, amor e compreensão? É moderno ser motivado a matar o vizinho com a cruz, mas não seguimos a moda."
A seguir, John fala sobre dois Johns que carregava consigo. Um que sempre tentou ser e outro que simplesmente era:
"Why in the world are we here/ Surely not to live in pain and fear" (Por que estamos no mundo/ certamente não para viver com dor e medo) - é de "Instant Karma", e é uma ideia em toda a sua obra e na vida da Yoko... como quando ela canta na nova "Beautiful Boys": "Please never be afraid to cry... Don't ever be afraid to fly... Don't be afraid to be afraid" (Nunca tenha medo de chorar/ não tenha medo de voar/ não tenha medo de sentir medo). Achei lindo.
É lindo. Frequentemente tenho medo, mas não sinto medo de ter medo, caso contrário, tudo é assustador. Mas é mais doloroso tentar não ser você mesmo. As pessoas passam muito tempo tentando ser outro alguém, e acho que isso leva a doenças terríveis. Talvez você fique com câncer ou algo assim. Muitos durões morrem de câncer, já percebeu? [John] Wayne, [Steve] McQueen. Acho que tem algo a ver - não sei, não sou especialista - com viver constantemente ou ficar preso em uma imagem ou ilusão de si mesmos, suprimindo uma parte de si, seja o lado feminino, seja o lado temeroso.
Estou bem ciente disso, porque venho da escola machista do fingimento. Nunca fui realmente um garoto de rua ou durão. Eu me vestia como um e me identificava com Marlon Brando e Elvis Presley, mas nunca entrei mesmo em brigas de rua ou em gangues de verdade. Era só um garoto suburbano imitando os roqueiros, mas grande parte da vida de alguém era parecer durão.
Passei toda a minha infância de cabeça baixa e sem óculos porque óculos era coisa de maricas, e andando completamente com medo, mas com o rosto mais desafiador que você já viu. Arrumava encrenca só por causa da minha aparência. Queria ser esse James Dean durão o tempo todo. Lutei muito para parar de fazer isso, embora ainda caia nessa quando fico inseguro e nervoso. Ainda finjo que sou um garoto durão, mas tenho que ficar lembrando que nunca fui realmente um. É o que a Yoko me ensinou. Não conseguiria ter feito isso sozinho - uma mulher tinha de me ensinar. É isso. A Yoko me diz o tempo todo: "Tudo bem, tudo bem". Veja fotos antigas minhas e estou dividido entre ser Marlon Brando e o poerta sensível - a parte Oscar Wilde em mim, com o lado aveludado e feminino. Sempre me dividi entre os dois, optando pelo lado machão principalmente porque, se você mostrasse o outro, morreria.''

Sobre ilusão:
"Há outro aspecto do seu trabalho, que tem a ver com a forma como você questiona continuamente o que é real e o que é ilusório, como em "Look at Me", na nova "Watching the Wheels" e, claro, em "Strawberry Fields Forever", em que você canta "nothing is real" (Nada é real).
De certa forma, nada é real, se você decompor o mundo. Como os hindus ou os budistas dizem, é ilusão. É Rashomon. Todos vemos, mas a ilusão aceita é onde vivemos, e a coisa mais difícil é encarar a você mesmo."
E, por fim, sobre realidade:
"Sei que criamos nossa própria realidade e sempre temos uma escolha, mas quanto é predestinado? Sempre há uma encruzilhada na estrada e dois caminhos predestinados que são igualmente predestinados?
Poderia haver centenas de caminhos nos quais alguém pode ir para lá ou para cá - existe uma escolha, e é muito estranho às vezes."

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Após a leitura desses trechos e de todo o resto da entrevista, ganhei o dia. Gostei de saber tudo o que descobri naquelas páginas que passaram tanto tempo guardadas na estante. Não tenho palavras pra descrever o quanto eu gosto dessas duas pessoas, especialmente do John, por todo o trabalho que eu pude conhecer. Na verdade, só me resta uma coisa a dizer: os amo ainda mais.











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