Sobre a canção vitoriosa

01/04/2012


Sentia-se perdida em meio aos livros que deitavam consigo em sua cama. Ora sentava, ora deitava novamente, como se tal ação fosse algo inevitavelmente involuntário. Martelando aquela conta em sua mente, projetava uma força estrondosa, capaz de mover até mesmo o fio de cabelo que caíra no chão. Quebrou neurônios, quebrando junto a ideia de que eles são indestrutíveis. A força para que sua mente a levasse à resposta era tanta, que a deixou ainda mais longe da resolução.

Respirou fundo, apaziguando aquela terrível batalha. Pôs-se a pensar em outros assuntos, ligando seu rádio em uma certa canção. Diante da janela, observou a cidade, que se sucumbia sobre seu olhar vingativo. Ao mesmo tempo, arquitetava maneiras de destruir a dúvida que tanto perseguia seu interior. A música, acalmando-a de sua própria ansiedade, fez com que brilhasse em suas cabriolas uma lanterna, dando-lhe uma ideia fantástica.

Voltou ao recém abandonado papel e tomou o lápis com a mão esquerda. Do seu canhotismo, fez os números preencherem aquela folha em questão de segundos. Logo, um sorriso brotava em seu rosto, fazendo de toda a luta uma vitória e dando à canção que ouvira o honroso prêmio.



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Procurei retratar a importância da música em minha vida, especialmente nessa fase atribulada de estudos. Essa música da Scarlett - moça da foto que eu roubei pra ser minha protagonista - é muito tranquila, e eu costumava ouvi-la antes de pegar o ônibus de manhã, na época em que ela passava toda hora na televisão.

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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