Sinestesia

17 de agosto de 2012



O azul aveludado 
do seu terno sem sabor 
faz com que eu aspire o invisível 
e ouça o que se não pode sentir

Enquanto a caneca de café-com-leite enxerga
no fundo de uma lágrima uma inspiração sem cor
sinto a liberdade de um cego
ao ouvir a imagem, surda

Canto em versinhos uma canção
para que o nada
nem mesmo o tudo
seja capaz de saborear

Assopra a sopa de cima do teu semblante
e retira d'alma a dor que te punge,
que te guia
ao fundo do poço
sem cor
sem sabor
sem nada. 

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

talvez você também goste:

1 comentário (s)