A árvore do amor

3 de abril de 2013



Aquela velha história de amor impossível é o tema central de "A árvore do amor", filme do diretor chinês Zhang Yimou. Quando comprei o ingresso, não achei que fosse me emocionar tanto, já que não estava acostumada a ver filmes orientais. Dentro do meu pequeno antigo preconceito, já imaginava uns samurais entrando em cena e me fazendo dormir muito naquela poltrona.

Pois bem, pipoquinhas em mãos, chocolate pague 2 leve 3 das Americanas na bolsa e olhos fixos na tela do cinema. Paft! Tapa na minha cara.O filme era lindo.

Diante da Revolução Cultural chinesa, Jing, uma garotinha - olhinhos puxados e sorriso fofinho -, é enviada ao campo com seus colegas para, digamos, "aprender outro jeito de ver as coisas, longe do senhor lu$ho", já que o esquema da época era criar um comunismo alternativo. Enfim, a menina, uma mera ser humana, que não tinha nada a ver com o que acontecia em seu país, é mandada pro campo pra entrar em contato com uma vida mais, obviamente, camponesa. Lá, conhece outro mocinho sorridente chamado Sun e se apaixona por ele, tendo seu amor correspondido. 

No entanto, Jing é a esperança de sua família, uma vez que seu pai, um intelectual meio língua solta, fora preso e sua mãe mal tinha condições de sustentar a casa. Nesse contexto, a garota devia estudar, se formar como professora e dar esperanças aos que com ela viviam para que não perecessem no mundo. 

Para de namorá e vai estudá, desgraçada! - era basicamente essa oração coordenada sindética que a mãe de Jing implantara na cabeça da menina, já que um amor a essa altura da situação familiar não seria bem vindo. Além disso, Sun era de uma classe social mais elevada. 

Aí ela se forma, salva a família e fica com o Sun. Mentira. O caos da história, se ainda pudesse ficar pior, é o sumiço repentino do rapaz, que faz com que Jing entre em desespero. E está aí o ponto especial desse bonito filme. 

Fica aí a dica cinematográfica muito bela para quem gosta de chorar!

Trailer:




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Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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