Não tinha medo o tal João de Santo Cristo

04/06/2013


Desde pequena, influenciada por minha mãe, eu ouço Legião Urbana. E como todo filho/neto/irmão de fã dessa banda fiquei me sentindo a Whitney Houston depois que aprendi a cantar Faroeste Caboclo todinha, letra por letra, sem precisar ler no encarte.

Pois é, como muitos sabem, a famosa música de mais de nove minutos ganhou vida nas telinhas do cinema no último dia 30. Eu, como sempre sonhei em ver a história narrada em cenas, fui assistir ao filme no domingo. Cacei amigos pra assistir comigo, mas alguns tinham que estudar, outros não queriam ver esse filme e outros não me atenderam. Então eu, simplesmente, peguei um dinheirinho e fui sozinha mesmo.

O filme já começa com o rosto de João, com sangue nos olhos, ocupando a tela inteira. A partir daí, cês assistam pra ver as cenas, senão eu vou ser presa acusada de publicar spoilers. Aliás, falar de um filme sobre essa música sem contar o que acontece é difícil, porque supõe-se que muita gente que vai assisti-lo já ouviu a música pelo menos uma vez na vida. É como assistir Marley e Eu e não saber que o bendito do cachorro morre no final (uma vez contei isso a uma amiga, enquanto ela lia o livro, e quase detonei nossa amizade).

A história narrada é a de João, um homem pobre, com uma infância desgraçada, que sai de Santo Cristo rumo a Brasília, na década de 80, pra ver se a vida melhora. Seu único parente vivo é Pablo, um neto bastardo de seu bisavô e traficanteque lhe oferece um trabalho como marceneiro e lhe faz propostas para que entre no tráfico também. No meio disso tudo, João conhece Maria Lúcia, uma menina linda, se apaixona por ela e o coração dele pra ela promete. O problema em tudo isso é a presença de um boyzinho mal amado chamado Jeremias, maconheiro sem vergonha, outro traficante de renome, que faz de tudo pra destruir sua vida.

Eu não imagino outra atriz capaz de representar tão bem a Maria Lúcia como fez a Isis Valverde. Ela conseguiu dar vida a uma personagem, que quase não tem características narradas na música, de um jeito muito especial. Quanto ao Fabrício Boliveira não tenho nem o que acrescentar, porque pra mim, ele foi um João de Santo Cristo tal qual Renatinho Russo descrevera.

Gostei demais do que foi acrescentado à letra da música, tanto novas personagens (que, na verdade, apenas personificaram tipos já presentes nas entrelinhas da letra) e detalhes que eu pensei "não acontece bem assim na música, mas té que ficou legal".

Se me permitirem comparar, entre Faroeste Caboclo e Somos Tão Jovens, preferi assistir ao segundo, mas em média, gostei mais das atuações do primeiro (exceto pela atuação do Thiago Mendonça e algumas outras que, desculpem os críticos, eu achei sensacional). É que no meu caso, por mais que eu ame a história da música, achei o filme muito violento pro meu coraçãozinho hahaha. Mas isso é apenas uma sensação que me atingiu, nada que degrade a qualidade do filme e o modo como o diretor conduziu a história.



TRAILER:



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Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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