O Menino do Pijama Listrado (livro e filme)

28 de junho de 2013

Esse é um daqueles livros que eu não consegui parar de ler, pois como é pequeno, tive sede de terminá-lo logo. Isso também acontece com vocês?


O Menino do Pijama Listrado (The Boy In The Striped Pyjamas) narra uma amizade comovente, verdadeira e pura de dois meninos: um filho de nazista e um judeu. 

Bruno é um garotinho de 9 anos, filho de um pai oficial alemão seguidor de Hitler. Totalmente alheio aos acontecimentos históricos de seu tempo, inclusive do trabalho do pai, Bruno muda-se de Berlim com a família para uma casa ao lado de um campo de concentração. Inocentemente e com espírito explorador, o garoto começa a conhecer o lugar onde vive e, sem querer, encontra uma cerca que divide o campo de concentração de seu quintal. Lá, conhece Shmuel, um garotinho de sua idade, porém judeu, ao qual o título da obra foi atribuído, já que Bruno achava estranho ele estar sempre vestindo um "pijama listrado". Juntos, estabelecem uma relação carinhosa de amizade, onde começam a conhecer melhor um o mundo do outro.

Peguei o livro emprestado com uma amiga porque eu já tinha assistido ao filme e me apaixonei pela história. A leitura é bem fácil e as letras são grandinhas, então não dá aquela canseira danada na hora de ler, especialmente pros míopes de olhos cansados como os meus (que velha).


"O corrimão era a melhor coisa da casa - além do fato de vovô e vovó morarem tão perto -, e quando pensou nisso ele se perguntou se eles também viriam até o emprego novo e acreditou que sim, pois seria impossível deixá-los para trás. Ninguém precisava muito de Gretel, porque ela era um Caso Perdido - seria bem mais fácil se ela ficasse para tomar conta da casa -, mas vovô e vovó? Aí já era outra história.
Bruno subiu devagar as escadas até seu quarto; porém, antes de entrar, olhou para trás e para baixo na direção do piso térreo e viu a mãe entrando no escritório do pai, que dava de frente para a sala de jantar - e onde era Proibido Entrar em Todos os Momentos Sem Exceção -, e escutou-a falando alto com ele, até que o pai falou mais alto do que a mãe era capaz, e isso terminou com a conversa entre eles. Então a porta do escritório se fechou, e, como Bruno não conseguiu mais ouvir nada, pensou que seria boa idéia voltar ao seu quarto e assumir a tarefa de fazer as malas, porque senão Maria era capaz de retirar todos os seus pertences do guarda-roupa sem o devido cuidado e consideração, até mesmo as coisas que ele escondera no fundo e que pertenciam somente a ele e não eram da conta de mais ninguém."

Parece que tenho fascínio pelos livros de autores chamados John, não sei. Ou então, é muito John pra pouco escritor. Apesar da narrativa de John Boyne ser simples, senti que faltaram mais "entrelinhas". Achei que ele fosse explorar muito mais o fato da personagem ser uma criança, mostrando mais traços infantis e não só deixando a inocência do menininho como pano de fundo da história.

Mesmo assim, gostei do livro e indico para aqueles que gostam de histórias paralelas à Segunda Guerra Mundial e Holocausto. Mas, entre o livro e o filme, eu, pecaminosamente, prefiro o filme.

A adaptação da obra é muito bonita também e me aproximou mais do Bruno do que no livro. A montagem das personagens já criadas foi fantástica e a atuação dos meninos é extremamente fofa. Deixo o trailer logo abaixo pros curiosinhos:

TRAILER:

Felicidade é algo relativo, mas não considerei a história feliz. Talvez por isso eu tenha gostado tanto, já que sou amante de histórias tristes, especialmente finais inesperados, como o de O Menino do Pijama Listrado.


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Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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