Um Certo Verão

04/06/2013


Enquanto passava as mãos pelos livros da Saraiva, num dos meus últimos momentos de consumo após sair do emprego, pensei que minha missão naquele dia era comprar um livro. Foi quando vi essa capa simplesmente linda. Eu olhei pra ela. Ela olhou pra mim. E eu a levei pra casa... Não é romântico?

Como de costume, li devagar, página por página até o final e resolvi postar o que eu achei do livro procês.

Sinopse:
Jack conta seus dias numa maca, em casa, após ser diagnosticado com uma doença rara e sem cura. Tentando sobreviver pelo menos até o natal, ele começa a escrever cartas à sua esposa Lizzie tentando expressar o mais claramente seus sentimentos bons por ela e fazendo dessas palavras um gole de conforto para quando sua amada o perdesse. Mas, o que Jack não esperava, era que Lizzie sofresse um acidente e morresse antes dele, o deixando três filhos: o pequeno Jackie, o talentoso Cory e a rebelde Mikki (minha personagem favorita). 

A sinopse está mais ou menos assim atrás da capa e confesso que, quando a li, achei que fosse um pequeno spoiler, mas não é. Esse é apenas o pontapé para que a trama se desenrole em vários outros fatos, abrangendo temáticas de problemas familiares e a saudade de alguém amado que se foi. No decorrer das páginas, você vai descobrir o motivo do livro ter esse nome e algumas passagens interessantes de como a vida de Jack mudou para sempre após tudo isso.

Muita gente que leu esse livro comparou com os do Nicholas Sparks, mas eu não encontrei muitas semelhanças. O foco de Um Certo Verão não é narrar uma história de amor, como geralmente o Nicholas faz (e faz muito bem, desculpa aí quem não gosta dele). Pra não dizer que não senti nenhum ponto em comum entre eles, achei a Mikki bem parecida com a Ronnie (A Última Música): um toquezinho de revolta,  roupas rasgadas, cabelo colorido e má convivência com o pai., por exemplo.

Eu não gostei da narrativa do David Baldacci. Eu gosto de detalhes, mas de detalhes diferentes, não dos mesmos detalhes. Acho que em 80% dos capítulos, ele narrou detalhadamente a roupa das personagens, mas ele narrou tanto que chegou a dar raiva. Sério, teve um momento do livro que eu pensei "mano, esse cara tá pensando que é quem, a Glória Kalil?". Na minha humilde opinião, acho que ele poderia ter detalhado outras coisas além das roupas, sabe, se focar mais no ambiente, nas expressões das personagens ou qualquer outro detalhe que não fosse o que elas estivessem vestindo.

Não sei se é problema meu, mas eu senti falta de alguma coisa que... Alguma coisa que colasse mais as linhas, sabe? Ao mesmo tempo em que me prendi em alguns capítulos (principalmente no final, minha leitura foi voou porque fiquei curiosa pra saber o que ia acontecer), eu também me senti meio away. Como vou explicar... Parece que faltou um pouco mais de "entrelinhas", entendem? Como se a história tivesse um enredo muito bom, mas tivesse sido construída de uma maneira muito sem sal. Acho que eu precisava sentir mais a emoção das personagens, mas, como eu disse, não sei se isso é problema meu ou do autor.


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Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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