De Bagdá, com muito amor

17 de outubro de 2013

Amanhã é aniversário do blog! (samba na cadeira)
Estou preparando um post especial, aguardem!


Como eu já comentei aqui no blog, 2013 está sendo o ano da leitura pra mim. Voltei a ler com toda força e desde A Menina que Roubava Livros foi um livro atrás do outro. Acabei descobrindo que não tem essa de não ter tempo pra ler. Basta a gente ter um pouquinho de vontade e vai acabar achando um tempinho antes de dormir, no ônibus, no intervalo da novela... Nem que a gente demore semanas pra virar a última página!

Lá estava eu, no trabalho da minha mãe, esperando ela terminar de atender o telefone da recepção da clínica veterinária. Naquele dia, eu já tinha terminado minha última leitura e estava bem maníaca atrás de um livro pra ler. Foi aí que bati os olhos na pequena estante de revistas e vi essa belezura lá, me olhando com amor e sedução. Não resisti e peguei emprestado com a veterinária (obrigada, Dani!).


Conta a históia de um cãozinho iraquiano, que fora encontrado por soldados americanos durante uma missão, porém é muito mais do que um livro triste sobre um cachorrinho. De Bagdá, com muito amor é uma mistura de Marley & Eu com Jornal Nacional.  O pano de fundo é a guerra do Iraque, de 2003, bem como todo o sofrimento que uma guerra traz pras vidas que ela abraça.

(...) encontraram o pequeno abandonado ali mesmo, quando tomaram o lugar, e que o bichinho ainda está ali porque agora não sabem o que fazer com ele. Como resolveram utilizar a casa como posto de comando e o cachorrinho, de cinco semanas, faminto, já estava lá, ou eles o atiravam à rua, ou o executavam, ou o deixavam de lado para morrer devagar em algum canto. Ouvi todo tipo de desculpa:

"Eu não, meu chapa, não vou fazer isso."

"Não vale a munição."

"Não sou um psicopata, cara".

Quem narra é o tenente-coronel Jay Kopelman, que se envolveu de um jeito inexplicável com Lava, o cãozinho. Por isso, a trama é arranjar um jeito de tirar Lava do Iraque com vida, já que esse ambiente não é o mais apropriado para um filhotinho de menos de dois meses de vida.


O mais interessante é que Jay nos aproxima demais da realidade triste que foi essa guerra. Nos transmite a ideia de que soldados são seres humanos que também possuem sentimentos, e não versões humanizadas do Max Steel. Junto com o Jay, a gente mergulha numa história real e vê de perto a problemática dos homens-bomba, estradas extremamente perigosas, a vida de famílias iraquianas durante esse período, detalhes que as notícias não mostram.

Em geral, acredita-se que a gente entra na marinha menino e sai homem, como se eles tivessem essa capacidade mágica de transformar o que você é, mas a grande verdade é que já éramos loucos quando entramos e continuamos loucos ao sairmos, a diferença é que agora cantamos o hino dos fuzileiros e aprendemos artes marciais maneiras.

A gente aprende junto com Lava e Jay que uma guerra não é apenas um acontecimento pra estampar nos livros de história, mas sim, um conjunto de pequenas vidas que se envolvem num laço de violência, incoerência e desumanidade. 


É um livro que se afunda nas nossas almas, de tão profundo, realista, indignante e comovente. É um daqueles que todos deveriam ter o direito de ler antes de morrer.


Título: De Bagdá, Com Muito Amor.
Autor: Jay Kopelman, com Melinda Roth.
Editora: Best Seller
Páginas: 194
Nome original: From Baghdad, With Love


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Para finalizar o post de hoje, deixo aqui a infelicidade do Bob ao notar o tempo chuvoso. Tempo chuvoso = sem passeio. 

(depois a chuva deu uma trégua e a gente pôde dar uma voltinha... ele ficou todo feliz)

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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