O sol há de brilhar mais uma vez

8 de dezembro de 2013

Eu pretendia deletar o post anterior, já que era apenas um aviso, mas recebi alguns comentários tão carinhosos que resolvi deixar lá. Pensando nisso, aproveitei que estou em casa hoje - com internet - e resolvi postar algumas coisinhas sobre meus últimos dias. Ah, o vovô-violonista-de-cabelos-brancos já está melhorando, mas ainda continua no hospital. 

Como eu disse, estou fazendo companhia pra minha vó nesses cinco dias em que meu vô esteve/está internado. Durmo com ela (às vezes ela me dá uns chutes sem querer, dormindo, mas faz parte) e fico lá vendo televisão com ela, lendo, cochilando, comendo amendoim. Esses dias até fiz um look do dia nela super vintage:

Eai, broto?


Como esses dias eu só tenho ficado lá na casa dela, aproveitei pra tomar um cafezinho rápido com minha amiga Dessa - que é vizinha de porta da minha vó e me conhece desde que nasceu. 

A gente conversou sobre coisas que você tem na cabeça e acha que só você tem, sabe? Uma delas é quando você tá no ônibus, voltando pra casa, à noite, e passa por umas ruas muito desertas e bizarras nas quais parece que ninguém mora. Aquele tipo de rua que você nunca vê ninguém colocando a chave na fechadura e dizendo: boa noite, estou entrando em casa. 

Então lá está você, sentadinho no ônibus, passando por uma dessas ruas depois das 23h. Eis que alguém desce do ônibus nesses lugares e você fica apavorado pensando: MOÇO, NÃO DESCE NÃO, MOÇO, VOLTA AQUI!! como se a pessoa fosse ser sequestrada e levada pra um lugar tipo Silent Hill... 

Uma experiência ainda pior seria se você, de repente, não tivesse controle sobre seu corpo e descesse nessas ruas e se desse conta disso só quando tivesse lá fora, vendo o ônibus dar tchau pra você. 

Sério, as pessoas do ônibus deviam estar conversando sobre Nelson Mandela ou Química Orgânica, mas a gente riu tanto desse assunto como se tivesse 5 anos de idade. Foi algo que ela pensava que só acontecia com ela, mas também acontece comigo. 

Eu lesada olhando pro lugar errado do celular moderno dela (não tenho culpa se o meu só tem rádio FM)

Meu coração ainda anda um pouco pesado por vários motivos, ainda mais quando as coisas acontecem tudo de uma só vez. Sabe quando a gente acorda um dia e vê que tudo mudou? É difícil aceitar isso e levar tudo adiante, mas eu estou conseguindo caminhar cada vez mais forte. Agradeço por todo o carinho, apoio e amor que eu venho recebendo das pessoas que me cercam e de todo mundo que lê o Pe-dri-nha. Vocês são muito especiais pra mim.

Eu ia postar mais coisas, mas achei que o post ficaria enorrrme. Então resolvi deixar pra postar as outras coisas outro dia. Pra finalizar por hoje, deixo uma música que me faz lembrar do meu vô e que me enche de paz. 

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo cerca de 5 doses de café diárias. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias - dessas que sai fumacinha da boca. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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