Romance

24/01/2014

Fazia tempo que eu não resenhava um filminho, né? Acontece que eu estava pensando bem em qual escolher, já que vi filmes muito bons nesse mês. Ficou difícil optar, mas acabei decidindo o melhor e não, não foi uma produção hollywoodiana, nem um filme iraniano esquecido, nem lançamento. É um filme brasileiro com o Wagner Moura (que é o meu ator brasileiro favorito) e com a Letícia Sabatella (me surpreendeu, heim, mulher). 


Romance, como o próprio título diz, tem o amor como o tema principal. Mas não aquele amor de Disney, no qual o príncipe chega, beija a princesa e os dois vivem felizes, como se a partir dali tudo fosse ser um paraíso. É uma história de amor real, que nos prende do começo ao meio, já que o fim, na verdade, não existe.O próprio casal Pedro (Wagner) e Ana (Lety) debate esse assunto de final feliz, bem objetivamente. Eles questionam o que acontece depois que as cortinas se fecham e o The End estampa a tela. 

Ana é escolhida para interpretar a Isolda, na peça que Pedro está montando, baseada na aclamada história de Shakespeare, Tristão e Isolda. Dessa relação profissional, nasce um laço entre os atores e as cenas de realidade começam a se misturar com as de ficção, num ritmo incrível. As falas, as cenas, as luzes, os cenários, eles... Vocês pre-ci-sam assistir à essa obra de arte, gente.

Bem, continuando... Acontece que a nossa querida Ana é chamada pra trabalhar na Tv, o que causa um rebuliço enorme no andar da trama. E vocês só vão descobrir se assistirem.

Como eu disse, gostei da história por ser inesperada. Não tem aquele roteiro previsível, sem sal, nem açúcar, nem nada. É inovador, real, tocante, sensível. Histórias como essa, Um Dia, O Grande Gatsby e até mesmo Titanic são as que me prendem, pois são verdadeiras. 



"- Você não me ama mais é isso?

- Ta vendo? - Esse é o problema com o amor... ou ele vira cobrança e ninguém tem mais paz, ou então ele vira rotina e as pessoas morrem de tédio.

- Se você quer amar alguém por muito tempo tem que aprender a gostar da rotina.

- O casamento é o túmulo do amor. Foi inventado para os seres humanos medianos, que não são aptos nem para o grande amor, nem para a grande amizade, portanto para a maioria. (Nietzsche).

- Você não quer casar porque é um ser superior, é isso?

- Não, eu não quero casar porque casamento é chato. Porque casamento é uma coisa, amor é outra. As pessoas se casam por amor e depois terminam se estapeando por causa de uma infiltração na cozinha.
- Eu não posso acreditar que você não vai mais me namorar por causa disso. Por causa de uma frase do Nietzsche e uma infiltração na cozinha.
- Eu prefiro a aventura à rotina.
- Eu prefiro os dois. Criar um filho, por exemplo, é uma aventura e é rotina ao mesmo tempo.
- Eu não quero ter filhos... quero fazer teatro. Ou filhos ou livros. Nietzsche de novo.
- Pois eu quero casar, ter filhos e fazer teatro. Mas não com você!"



Resumindo o filme: poesia realista. 

TRAILER:


Meu perfil no FILMOW

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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