Sobre fazer 20 anos

16/06/2014

Ok, já faz exatamente uma semana que completei duas décadas de existência, mas só agora consegui reunir informações suficientes pra dividir aqui com vocês. Tudo isso porque não comemorei minhas vinte primaveras num dia só, mas sim numa semana inteirinha.



Resolvi começar esse post com a minha música favorita. Ela é a minha preferida desde os 14 anos e significa demais pra mim. Deixem a franjinha emo crescer, calcem seus all stars de ano alto e exagerem no lápis de olho. E cheguem mais... tenho uma historinha pra contar.

Quando eu tinha lá meus 11 anos, achava que ter 20 anos era a coisa mais adulta que poderia existir. Tipo, teria um 2 na frente da minha idade e isso seria um tanto quanto bizarro. 20 anos era idade pra estar casada, com 2 filhos e bem rica. 

Com 14 comecei a mergulhar numa crise existencial muito louca por não ter a vida da Amélie Poulain. Nessa idade, eu escrevia textos de terror nos quais eu torturava metade das pessoas da minha escola, incluindo alunos e professores. Tinha a mesma altura que tenho hoje, mas voava demais... demais.

Daí chegou os 15. Enquanto as meninas da minha idade sonhavam e realizavam suas festas cabulosas de debutante, eu fui encher a pança no shopping depois da aula, com meus amigos. Foi a última vez que comi carne e talvez, até aquele momento, esse tinha sido o aniversário mais significativo pra mim (pelo menos eu tinha virado vegetariana, mudei a vida, mudei o mundo, uhu).

Quando estava com 17,5, achava que os 18 mudariam de verdade tudo o que me cercava. Mas não. Percebi que não adiantaria eu completar minha "maioridade" e continuar debaixo da saia da minha mãe, dependendo da família pra tudo e exigindo a presença dos amigos pra superar as barras da vida. Notei que era necessário me libertar. E cara, não foi fácil.

Posso não ter fugido pras montanhas, nem tido uma vida amorosa turbulenta, ou sei lá, virado hippie de verdade e saído por aí pra vender pulseiras de palha na beira da estrada aos 15 anos, mas essa conquista dosada de liberdade foi muito importante pra eu ser quem eu sou hoje.

Hoje continuo voando, mas aprendi a voar mais próximo do chão. Tenho 20 anos, mas metade de mim tem 10 (matematicamente isso é possível). Continuo com essa cara de criança, mas não sou tão boba quanto pareço. Já passei uma caralhada de momentos realmente fodas de superar. Se superei todos eu não sei, mas tô seguindo em frente.


Ano que vem eu não sei o que será de mim. Não sei onde vou estar, nem com quem, nem como. Só sei que, se pelo menos 20% do que eu penso ocorrer, estarei longe daqui. Chegou a minha hora, sabe? De libertar mais uma parte do que eu sou e me jogar nesse mundão. Mas não estou presa ao futuro... estou engolindo comprimidos de carpe diem todos os dias, ao acordar, e aproveitando cada segundinho de cada dia que eu estou vivendo. Até porque a vida é isso... é feita desses momentos. Não vale à pena me aprisionar no passado ou criar uma puta expectativa do futuro. Um brinde ao hoje!

guizão me ajudando a arrasar na cozinha

da série: as duas que não foram, mas vieram me abraçar ♥

tipo uma selfie do oscar

e o primeiro pedaço foi pra quem? heim? xandraaaaa

xandra joplin e seus fãs

gente bonita (o urso faz parte da galera)

musers companheiros de grade!

todos sérios, mas tavam tudo dançando até o chão que eu vi

eu e os modelos ricos e divos de NY


Quando o seu aniversário passa, você já viu todos os recados, atendeu todos os telefonemas e pensa que acabou, chega no computador e vê isso: 




e quando eu pensei que a festa tinha acabado MESMO...
duas loucas que criaram grupo no whatsapp pra combinar surpresa pra mim no intervalo da aula (com um monte de comida gostosa)

césar bem baixinho fingindo que é alto pra não me constranger na foto

quase iguais

minha estrelinhaaaaa ♥


VRAAAAAAA... a classe linda e eu sendo muito discreta


~ e pra terminar, a entrevista que eu dei pro melhor jornalista desse mundo ~




E agora posso dizer, com todo o amor que há no mundo: 
esse foi o melhor aniversário da minha vida. 

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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