Hashtag sem maquiagem

18/09/2014

Já faz tempo que venho refletindo sobre o assunto maquiagem, em meio a todos esses rostos limpos que invadiram minha timeline nos últimos dias. Até que ontem, lendo o texto Perfection is a disease, escrito pela Beatriz, consegui organizar melhor minhas ideias sobre esse tema.
 
Eu nunca fui viciada em maquiagem, porque 1) sempre me deu ranso ficar com a pele tampada por muito tempo e 2) eu não gosto de muito exagero. Muitas makes que a maioria das meninas acham incríveis me fazem ficar com cara de paisagem, porque eu realmente acho feio, gente. Não é questão de ser rebelde e querer quebrar padrões a qualquer custo, mas simplesmente achar algumas coisas breguinhas. Não combina comigo.
 
Dependendo de como eu me visto, mesmo tendo 20 anos, pareço aqueles seres humanos que a gente não sabe se são mulheres de 30 ou menininhOs de 12 (tipo a Rita, de Avenida Brasil, ou essa atriz que eu esqueci o nome). Se eu vou pro curso então, vish, aí é que eu não passo nada. Galera, eu fico o sábado inteiro lá, então NO WAY pra sensação de ter passado massa corrida na cara ou, sei lá, ficar com o rosto todo craquelado. Prefiro a sensação fresca de poder lavar o rosto de horas em horas e voltar pra aula me sentindo leve.
 
Com a ajuda do Cassio, meu primo, eu aprendi a lidar com o básico. Se for separar o que eu tenho das maquiagens da minha mãe, sobram uns 3 batons (um vermelho, porque eu amo batom vermelho), um pó compacto e um rímel. De vez em quandíssimo ainda arrisco num lápis preto e num blush maneirinho, mas é raro.
 
Se eu critico quem usa maquiagem? Não. Ao meu ver, a estética tem seu lado ruim, que preza pelo consumo desenfreado e blablabla, ok, mas cara, olhem ao redor: tudo tem um lado ruim. Assim, a maquiagem no geral tem seu lado bom também. Vendo meu primo tratando esse assunto com tanto amor e dedicação me fez abrir os horizontes e eu passei a opinar sobre isso com mais naturalidade.
 
O fato é que maquiagem não é ruim. É um tipo de arte, na minha concepção. O problema tá na relação de dependência que algumas pessoas tem com isso, a ponto de não sairem de casa de cara limpa. Não, não é só porque vou ao mercado que eu sou obrigada a passar uma base, um batom nude e uma máscara de cílios transparente. Se eu não quiser usar nada, não uso. Se eu quiser usar, sou livre pra usar. Simples assim.
 
A ideologia do desafio que andou circulando no facebook é muito legal, mas mais legal ainda é você, menina, ter consciência do que ele realmente diz. Não adianta tirar uma selfie sem maquiagem e viver dependente disso 24 horas por dia. Liberte-se.  
 

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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