Da Vila Madalena à Paulista

21/10/2014


UMA NOTA:
Aos que não tem paciência para ler relatos de viagem, deixo as fotografias e um resumo do nosso roteiro:

sábado: 
Pixel Show
Café Hostel 
Rolê - perdido - na Vila Madalena
Festinha no hostel

domingo:
Avenida Paulista
Ibirapuera


MAS se você gosta de ler aventuras do tipo se perder em bairros desconhecidos e entrar em passeatas pra pedir informação, pega uma xícara de café e vem.


No último fim de semana, me joguei na estrada com duas pessoas qUe cOnSidEro pAkas, famosos e ricos, daqueles que tomam café da Starbucks e não levam o copo pra casa. Não fomos pro Alasca (ainda!), mas passamos dois dias muito bem vividos na cidade que nunca dorme: São Paulo.

Pegamos o ônibus das 6h, os três felizes de mochilinha, parecendo que íamos pro zoológico com a escola. Saímos da rodoviária de Santos em direção ao Jabaquara e eu aproveitei pra ler algumas páginas do Se Eu Ficar, já que tô sem celular pra ouvir música (insira uma música triste aqui). 

Chegando em São Paulo, pegamos o metrô e, depois de duas baldeações, chegamos na estação Faria Lima. No ponto de ônibus, pedimos informação pra uma senhora-maneira-que-parecia-a-minha-vó e ela disse que pegaria a mesma linha que a gente, então dali em diante a única meta seria jamais, em hipótese alguma, perder a senhora-maneira-que-parecia-a-minha-vó de vista.  Ainda conhecemos um carinha de São Bernardo que falava com R puxadíssimo (de deixar qualquer carioca nos nervos), que foi muito gentil e nos ajudou com o GPS, já que ele ia pro mesmo lugar que a gente.

Ah, sim, fomos pro Pixel Show. É um evento que acontece anualmente (ou de dois em dois anos, não lembro agora), que envolve o universo da arte, do design, enfim, essas paradas legais. Não pagamos nada pra entrar e ficamos lá a manhã inteira, desenhando em paredes e chorando sangue por não sermos milionários pra poder torrar tudo naqueles stands dos sonhos. Ainda ganhei um sketch com a capa da Amélie, dos boys, mas como eu disse, não tenho celular pra fotografar (maldito assalto!). Vou guardar pra usar no primeiro semestre da faculdade.

Lucas me cobrou um salário mínimo para estar aqui nesse momento postando sua arte no meu blog renomado e conhecidíssimo em Las Vegas 

misturando giz com tinta com lápis com ervas com açúcar tempero e tudo que há de bom, porque o material era da Faber-Castell  


nas neon light dos LSD, muito simpática


O plano era voltar pra minha casa, mas a gente resolveu uma semana antes que dormiríamos lá mesmo, pra aproveitar a noite paulistana (tipo pegar nossa limusine com vinho caro e fingir que tamo no As Vantagens de Ser Invisível, pra fora do teto solar e pa). A escolha foi a mais barata e maneira possível: um hostel!

Ficamos no Café Hostel, e foi a nossa primeira experiência dormindo nesse tipo de hospedagem. Nem preciso dizer que eu amei, né? Pra quem não sabe, hostel é uma pousada com quartos coletivos, que promove uma socialização entre as pessoas e tal. Assim que eu cheguei lá, tinha um gringo tocando Beatles no violão e eu, parecendo uma criança feliz, falei: blackbiiiird!! 

Esquecemos de tirar foto no hostel, pra ceis terem ideia de como a euforia tava grande. A decoração era demais, a recepção muito amô. Por isso, vou deixar o teaser deles aqui pra vocês conhecerem. 

CAFÉ HOSTEL


Se você for pra São Paulo e precisar se hospedar, SÉRIO, vá ao Café Hostel. É super perto da estação Vila Madalena e tem um mooonte de bares legais lá perto (mas você nem vai precisar sair do hostel, porque geralmente tem festa lá mesmo). E ninguém me pagou nada pra falar isso porque meu blog não é reconhecido em Las Vegas (menti pra vocês).

Rua Agissê, 152 - Vila Madalena, São Paulo - BRASIL
+55 (11) 2649-7217
info@cafehostel.com.br






Deixamos as coisas no hostel e fomos procurar alguma coisa pra comer. Na volta, resolvemos fazer um caminho alternativo e VRAAAA nos perdemosssss! Ficamos andando na Vila Madalena por duas horas, com sede, descalços, desfilando com nossos pés sujos do asfalto pelos bares do bairro (arte conceitual, só entende quem pode). Até que, achamos uma passeata - sim, uma passeata, com megafone e tudo - e interrompemos alguns militantes pra nos ajudar. Tipo, a gente parou a manifestação e, depois de uma prova do líder, voltamos ao hostel.

eu corcunda

A festinha já tinha começado e a gente correu pra ficar bonitosss - limpar os pézinho. Passamos uma noite muito legal lá, com direito a música ao vivo (deixei o vídeo da banda ali embaixo) e à presença do PC Siqueira. Sério, quando a gente foi no banheiro, ele saiu de uma das portas e deu um 'yoo' pro Jackson. Demos oi pro PC Siqueira depois que ele fez xixi. Muito íntimos.



Bebemos vinho na praça, cantei Chitãozinho e Xororó com o recepcionista, experimentamos 3 cervejas estrangeiras (100or, cerveja belga é o que há!) e terminamos a noite jogados no sofá, tentando assistir Netflix.

No dia seguinte, depois de um café da manhã daora, pegamos nosso mapa e nossas mochilas e fomos pra estação. Saindo do metrô, demos de cara com a Avenida Paulista. Ahhh, não deu outra: nosso esquenta foi ali mesmo.





Andamos da estação Brigadeiro até a Livraria Cultura (que tava fechada!). Passamos pela feirinha de antiguidades do MASP e eu já anotei na minha lista que um dia irei pra SP só pra passar a tarde naquele lugar! Sério, gente, uma coisa mais linda que a outra. Ah, lá na frente tem um senhor que vende sketchbooks muito legais que ele mesmo faz (eu conheci esse senhor na Vila do Teatro aqui em Santos, numa feira anarquista. Ele é muito talentoso e os preços são bem tranquilos. Além de sketchs, ele vende livros-aula de como fazer um scketch. Ele fica bem em frente ao MASP, nas mesma calçada. Se tiver por lá, dá uma passada na barraquinha dele).

Fomos até o Ibirapuera, andando. A vontade que tive foi sair rolando, porque era uma rua enorrrme, praticamente só de descida. Chegamos lá e esperamos o pessoal do Educafro, com os quais a gente voltou, no final da tarde. Deitar na grama do Ibirapuera, debaixo de uma árvore: coisa que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida.

Na volta, não me rendi à zona do fundo do busão e desci a serra cantando Molejo com a Kida. 




Saí de casa com 100 reais. Com esse dinheiro, paguei 45 da diária no hostel, 22 da passagem até o Jabaquara e o resto tudo com lanchinhos e ônibus/metrô. A coisa mais cara que a gente pagou, tirando as coisas que eles compraram no Pixel, foram as cervejas estrangeiras, 9 reais cada (mas valeu muito a pena, sem dúvida). Os meninos ainda me salvaram no último dia, porque eu tava zerada. Refletindo sobre isso, creio que com 150 reais dê pra sair da baixada santista e passar dois dias em São Paulo numa boa. É só não ter frescura pra comer, pra andar, nem fazer questão de luxo.

Se você tiver a oportunidade de pegar um ônibus e conhecer lugares novos, faça isso. Sei que é muito bom comprar roupa nova ou algum objeto qualquer, mas tenta guardar todo mês um pouquinho. Com o pouco que você juntar, já consegue um fim de semana muito legal, com uma tonelada de experiência e histórias pra contar. 

Agora acabou a festa. Partiu se preparar pras provas. 

Mentira.



Em São Paulo existe amor sim!


Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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