Um filme pra ficar de buenas: Palo Alto

06/11/2014

Depois do meu último texto, tão polêmico quanto mamilos, resolvi escrever sobre algo que representasse meu atual estado de espírito: algo leve. Tava correndo em círculos por causa da quantidade imensa e confusa de sentimentos que tomavam conta de mim nos últimos dias, mas hoje eu tomei uma boa dose d'um floral imaginário e fiquei tranquila. Resolvi ver um filme.

Fui até a Toca dos Cinéfilos, que, pra quem não sabe, é um site que tem uma tonelada de filmes hospedados. Filme velho, filme novo, filme iraniano, filme brasileiro, filme famoso, filme que você nunca ouviu falar, enfim, filme. E, logo na primeira página, achei um que me chamou a atenção: Palo Alto.


O tema do filme é a adolescência, mas não aquela do tipo Malhação, super forçada. Parece que a diretora/roteirista Gia Coppola, apesar dos 27 anos, soube encarnar muito bem a essência dessa fase da vida. Pra retratar a adolescência, tem que saber como faz, senão fica tosco, gente. Por isso amei tanto esse filme. O jeito especial como ela faz isso é que ganha destaque, porque ela não joga todos os adolescentes num liquidificador e separa em grupos (os nerds, as líderes de torcida, as forever alone, os maromba de 16 anos). Ao invés de generalizar, ela vai fundo na caracterização de cada personagem, detalhando através das ações deles o que eles realmente são.

Por essa individualização na hora de dar vida aos personagens, acabei me identificando muito com a April, não pelas coisas que aconteceram com ela, mas por quem ela é. As pessoas ao seu redor pensam que ela é ingênua e que não se importa com o que acontece com ela, quando, na verdade, se martiriza dia após dia por tudo o que guarda dentro de si. [pausa pra falar das roupa] O figurino dela me agradou bastante, porque lembrou um pouco as roupas que eu tô acostumada a usar. Até mesmo as roupinhas largadonas que ela usa em casa... me identifiquei mais ainda [/pausa pra falar das roupa].


Além da April, um personagem que aparece bastante é o Teddy. Parece que as histórias deles vão sendo narradas paralelamente, apesar de eles se conhecerem e terem um laço invisível que os une. Pelo fato de na maior parte do filme cada um viver sua vida, a impressão que dá é que um esqueceu do outro, mas se você tiver um olhar mais humano e detalhado pro que tá acontecendo, percebe que não é bem assim. 

Teddy é um rapaz bem introspectivo, que mostra seu minúsculo lado extrovertido quando está com seu amigo Fred (aquele cara zoeiro, que, no fundo, tem uma puta história problemática na família and so on). Carrega consigo coisas que só ele sabe e fica difícil até mesmo pra gente, que tá assistindo, desvendar. Parece que os telespectadores não são oniscientes, sabe? Isso torna a relação personagem-telespectador ainda mais real, porque é assim mesmo que acontece na vida. A gente nunca sabe o que se passa na cabeça das pessoas. Principalmente das introspectivas.


Eu poderia escrever um TCC aqui sobre esse filme, tamanha foi a minha admiração por ele. Pra não ficar cansativo, deixo mais duas impressões importantes que eu tive sobre ele: 1) trilha sonora FODA  (pra sentir a emoçããão clique em música 1| música 2|) e 2) fotografia INCRÍVEL. Assim, em caps lock, pra dar aquela dramatizada básica.


TRAILER:


Meu perfil no FILMOW


Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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