Leitura de clássicos: deve ser imposta?

13/04/2015

Sempre entrei em dúvida sobre que opinião dar a respeito da leitura obrigatória de clássicos na escola. É difícil falar que isso é um absurdo, tendo em vista que todos os outros trabalhos/provas/atividades das outras disciplinas também são obrigatórios. O que me leva a acreditar que a obrigação em se aprender trigonometria também poderia entrar pro debate e não só as obras literárias clássicas. 

Porém, voltando a questão à literatura, hoje defendo a ideia de que a leitura dos clássicos não deveria ser imposta aos alunos durante o ensino médio. Antes dos 17 anos eu já tinha lido desde O Guarani até Dom Casmurro, com um recheio enorme de outros livros que eu sempre achei insuportáveis. Lembro direitinho da vez que eu falei que não leria A Cidade e as Serras, mas, um dia antes da prova, li o livro inteiro de uma vez por medo da minha nota. 

"Ah, Manie, então você acha que gente jovem não pode ler livros desse tipo?"

A questão não é o que cada um pode ou não ler, mas sim o que cada um deve ou não ler. Quando se está na escola, dificilmente você vai se interessar por um livro clássico se ele for imposto pra você. Escrevi um post, quando eu tinha 15 anos, que prova o quanto eu me sentia incomodada com esse tipo de imposição.


A escola, querendo ou não, é um ambiente chato. Hoje, aos quase 21, eu sei que muita coisa que aprendi lá foi importante pra mim, mas aos 15 a gente não tem essa mentalidade. Tô mentindo? Tanto filme pra ver, tanto chocolate pra comer, tanto rolê pra dar, tanto youtuber pra assistir... Como um adolescente vai gostar de ler livros cheios de palavras desconhecidas, cujas estórias se passaram na época de seus bisavós?

O interessante seria apresentar essas obras aos alunos, ao invés de fazer com que eles as engulam. Parece utopia pensar dessa forma, mas um professor meu do Educafro provou que é possível fazer uma aula de literatura ser empolgante, a ponto do aluno querer realmente ler o que lhe foi mostrado em classe. A empolgação que ele tinha ao ler um trecho de Til era tão grande que fazia a gente querer escrever o próprio romance. E quando ele lia poemas árcades, barrocos? Ou então, uma vez em que interpretou Elegia 1938, do Drummond? NOSSA, a gente ficava que nem louco na classe. Até os que não curtiam tanto humanidades em geral se entusiasmavam com as aulas dele.

Eu li Memórias Póstumas de Brás Cubas quando estava no 2º ano do ensino médio, se não me engano, mas só gostei de verdade da obra quando reli, 5 anos depois, quando me preparava pro vestibular. Gostei tanto que escrevi até resenha pro blog (clique aqui pra ler).

Lembro do professor de Sociologia/Filosofia, apontando pra uma aluna que tinha o livro Querido John em cima da mesa e falando: "Você tem que parar de ler essas bobeirinhas. Tem tanta obra fantástica, como os livros do George Orwell. Não perca tempo com esses daí". Isso me lembrou que eu só comecei a gostar de ler livros do Orwell e de qualquer outro autor mais "clássico" hoje, não naquela época. E foi graças a livros como o que estava na mesa daquela aluna que eu me interessei pelo mundo da leitura.

Essa 'maturidade' não pode ser exigida de ninguém. Se você chega pra uma pessoa e diz que o romance "modinha" dela não vai levá-la a lugar algum, há grandes possibilidades de essa pessoa não ler mais por um bom tempo porque 1) ela vai achar que seu gênero preferido não é o correto pra ela e 2) não vai conseguir gostar de livros mais 'maduros'.

Falei sobre minha mudança de gostos literários no vídeo abaixo. Nele, conto como foi perceber que tô gostando de ler Gabriel Garcia Márquez e trocando alguns dos meus romances young adult. Como eu falo no início da gravação, isso não significa que me tornei superior a quem só lê John Green, mas que pela primeira vez na vida, me senti realmente inspirada a ler livros que antes eu achava chatos.


Depois de refletir sobre esse assunto, chego à conclusão de que temos que ler o que gostamos. Não deixe ninguém apontar o dedo na sua cara e dizer que o livro que você tá lendo é muito bobinho pra sua idade ou que ele deveria ter mais páginas. Lembra do clichê "ler é viajar sem sair de casa"? Pois bem, a viagem é sua e você que escolhe como vai percorrer essa jornada. O resto você deleta.


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18 comentário (s)

  1. As escolas que frequentei não obrigavam muito a leituras de livros, o primeiro e um dos poucos que a escola me obrigou a ler foi Amor de Perdição, antes de começar eu imaginava que ia odiar, no fim pensei "Ah, legalzinho", mas depois corri de volta para os livros de romance com vampiros, anjos e afins, tipo Hush Hush. Eu leio muito mais livros que pego emprestados em bibliotecas, então quando as opções de romance com criaturas sobrenaturais começaram a diminuir durante o Ensino Médio resolvi variar, fui para um de estilo terror, outro policial, até li Dom Casmurro nessa época e me apaixonei por esse tanto que vi a essa minissérie que você indicou <3 Já teve tempo que só queria livros com mistérios, outros só infantis, que já amei e odiei autoajuda, e em outros nem queria ler. Atualmente, estou preferindo fantasia do tipo O Nome do Vento e Crônicas de Gelo e Fogo, mas percebi que não tenho estilo favorito (assim como para músicas) e só vou arriscando e acabo encontrando o que me completa naquele momento. Concordo com você, ler o que gostamos.

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    1. li 'amor de perdição' porque puxei da estante do cursinho e tive curiosidade, mas achei o final muito brochante na época em que eu li (ultrarromantismo, era de se esperar algo trágico, né? haha)
      também não tenho um estilo favorito. gosto muito de romances de amor, mas foram poucos os que eu realmente leria de novo.

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  2. Concordo com você. Acho que nenhuma leitura, independente de ser clássico ou não, deve ser imposta. Cada livro tem um momento certo na nossa vida para ser lido, e as vezes se lermos antes desse momento, a leitura deixa de fazer sentido ou de ser prazerosa...
    O gosto literário acho que vai mudando com o tempo, ou não, e as vezes um livro que você repudiava pode se tornar um favorito se lido na hora certa, quando se está com vontade/curiosidade de ler :)
    Beijos e boas leituras!

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    1. sim, patricia. a melhor coisa é ler algo por vontade própria.
      sei que na escola/vida acadêmica etc isso não acontece, mas aí cabe ao professor apresentar as obras de uma maneira que interesse o aluno e não simplesmente obrigá-lo a ler :3

      beijos e obrigada por comentar!

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  3. Então, dois diferentes pontos foram abordados no teu texto, se compreendi direitinho, pois estou cansado e pode ser que tenha feito algumas conclusões erradas, mas falaste de (1) como é imprópria a forma como os professores hoje forçam a literatura clássica goela abaixo e (2) como o preconceito literário existe em níveis diferentes a tal ponto que mesmo um professor possa sofrer desse mal.

    Quanto aos clássicos, sou suspeito para falar, pois foram eles que fizeram com que eu me apaixonasse por literatura. A minha mãe tem uma coleção de hardcovers de todos os livros do José de Alencar e um dos meus primeiros livros lidos foi O Guarani (claro, com o dicionário do meu lado o tempo todo). Entendi o que a obra queria passar? Não sei, talvez eu fosse jovem demais para entender. No entanto, ainda hoje isso acontece. Li Morangos Mofados do Caio F. há uns dois anos atrás e entendi de um jeito, li de novo recentemente e entendi e amei de outra forma. O pior de tudo é que sinto que a cada vez que eu for lendo, mais vou entendendo e amando de jeitos diferentes. Literatura é, de alguma forma, tocar ou não tocar. Bem como matemática. Eu lembro de gente que gostava de Geometria Analítica, mas não suportava Trigonometria. Uai, não dá pra seguir a mesma lógica com literatura? Não dá pra tirar do conteúdo pois ambos os tópicos são essenciais e eu acredito que com literatura acontece o mesmo. Dá pra agradar a todos? Claro que não. Mas a gente meio que precisa ter esse contato inicial... Não sei... É como se fosse um choque necessário, um choque que acorda. Quando recentemente li uma das tantas biografias do Caio F. vi o quanto ele lia clássicos e quantos os clássicos influenciaram a escrita dele. Isso me fez chegar a conclusão de que os clássicos não são clássicos porque alguém um dia disse "olha, vamos colocar um rótulo nesse aqui de Clássico". Eles são clássicos porque fizeram história no seu tempo e de alguma forma inspiraram e ainda inspiram pessoas. Mas essa minha opinião é extremamente enviesada pois sempre gostei da obrigatoriedade de estudá-los enquanto estava no ensino médio. Portanto, estou tendendo mais pra um lado do muro: o meu.

    Quanto ao preconceito literário, ah... nem sei mais o que falar e hoje nem mais entro em discussões sobre isso. Percebi que algumas pessoas precisam se autoafirmar e, para isso, julgam o gosto dos outros pois isso lhes dá um sentimento de "sou melhor, sou mais cult, sou mais inteligente". Dizem que funk não é cultura a partir dos seus gostos musicais elitistas e falam que é uma vergonha ler Cinquenta Tons. Ninguém tem mais liberdade de ouvir e ler o que quer, pelo visto. As redes sociais deram aos "cagadores de regras" mais ferramentas para controlar o que os outros leem, escutam, assistem, etc. Enfim, para mim essa necessidade de falar "que livro tosco, deixa de ler isso e vai ler coisa melhor" é reflexo de uma personalidade pedante, reflexo de um indivíduo que diariamente precisa reafirmar sua "inteligência". Quem aprecia literatura e está sempre torcendo para que cada dia o Brasileiro leia ainda mais, não se importa tanto com que se anda lendo, desde que se leia algo. É melhor 50% de leitura que 100% de ignorância.

    Enfim, essa foi minha contribuição.

    Gostei muito do teu blog, achei bem maduro (estranho dizer isso, mas tem uns blogs meio meh na blogosfera - ou pelo menos acho isso). Quando eu tiver mais tempo e enfim terminar o TCC que bate todo dia na minha porta, volto aqui mais vezes.

    Um abraço.
    oepitafio.blogspot.com

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    1. seu comentário merece 5 estrelas hahahaha nossa, tá melhor que o meu post, vou substituir (produção, pfvr...)

      quando eu era novinha, lá pros 13 anos, tinha uma amiga muito próxima. a mãe dela tinha livros pela casa e desde cedo ela teve acesso a esse tipo de literatura mais 'clássica'. também não sei se ela entendia, mas de qualquer maneira, foi por vontade própria - e incentivo involuntário da mãe - que se aproximou desses livros, assim como você... eu não tive tanto isso aqui em casa. quando me aproximei dessa minha amiga, comecei a visitar mais a biblioteca da escola, aí sim comecei a ler (série vagalume no geral).
      só hoje que eu me vejo interessada por literatura mais madura, como disse no texto/vídeo.

      cara, juro que não gosto muito dessa palavra 'clássico'. me sinto josé wilker falando, sabe? haha mas concordo contigo, "Eles são clássicos porque fizeram história no seu tempo e de alguma forma inspiraram e ainda inspiram pessoas.". falo clássico pelo hábito mesmo, mas gostaria de uma expressão melhor.

      sério, obrigada por deixar sua opinião! fico feliz que tenha gostado aqui e espero mais visitas em breve. boa sorte no TCC! :D

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  4. Oi manie! Vamos lá. Então, esse assunto é mega polêmico mesmo. Já acho um absurdo obrigarem a gente a aprender equação de segundo grau, o sistema de ensino brasileiro é todo torto, mas ainda assim, ser forçada a aprender uma equação de segundo grau não vai atrapalhar as possibilidades que você pode vir a ter no seu ~lazer~ sabe? Não sei explicar direito, mas é que forçar adolescentes a lerem clássicos pode espantá-los da literatura para sempre e isso é tão triste, porque é um mundo tão vasto. Eu fui obrigada a ler Dom Casmurro aos 14. Pode ser que tenha muita gente aos 14 com maturidade pra isso, mas eu não tinha. E EU QUERIA muito ler o livro. Fui cheia de sede ao pote e terminei emburradíssima falando que era tudo muito chato e que o Bentinho era corno (q). Peguei trauma. Dois anos depois, quando eu tinha 16, a mesma professora que tinha nos obrigado a ler aos 14 disse na sala que se arrependeu daquilo, que aprendeu ~com a vida~ que isso não se faz e deu uma aula inteira sobre a história do livro. Me apaixonei tanto que saí dali dizendo que minha filha se chamaria Capitu (pouco influenciável). Graças a Deus já mudei de ideia quanto a isso, mas não quanto ao livro: continuo apaixonada, mas ainda não tive coragem de reler.
    A cidade e as Serras foi o pior livro que eu li na vida, odiei cada linha dessa merda. Fico chateadíssima com Eça de Queiroz porque ele tem umas tramas boas (Crime do Padre Amaro, Os Maias, O Primo Basílio) mas a narrativa é insuportável! Li o crime e amei a história, mas odiei o livro e por isso me pelo de medo de pegar qualquer um dos outros dois, sabe. Enfim. Acho que literatura é algo muito particular e que ninguém devia ser obrigado a ler nada - seria muito mais interessante as escolas proporem clubes de livro aos adolescentes, onde cada um lê o que quer e traz suas observações, ou a sala escolhe um livro junta para todos lerem e debate, sabe? Algo mais democrático.. Beijos!

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    1. nossa, ana, que comentário maravilhoso! me identifiquei muito com essa coisa do dom casmurro.
      eu AMEI a história quando li, no ensino médio, MAAAAAS não gostava da narrativa.
      só depois que fui gostar mesmo e tal.

      e você descreveu uma coisa que eu quis dizer ao ler A Cidade e as Serras mas que não tinha conseguido: " Fico chateadíssima com Eça de Queiroz porque ele tem umas tramas boas (Crime do Padre Amaro, Os Maias, O Primo Basílio) mas a narrativa é insuportável!"

      EXATAMENTE! tem muita história maravilhosa, mas narrada de um jeito muito chato.
      talvez se outro escritor tivesse narrado, seria legal :3
      beijos!!

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  5. eu sempre gostei de ler. mas sempre entendi a tortura que é ler clássicos por obrigaçäo na escola.
    mas sou a favor de uma certa obrigatoriedade, sim... porque literatura faz parte da arte e da história, e por isso acho importante ser estudada. e sem a lista obrigatória eu näo teria lido coisas que ainda hoje adoro como drummond, clarice lispector, ou fernando pessoa.

    mas algumas das minhas leituras vem mudando com o tempo (o que eu acho normal, já que a gente muda com os anos)... hoje devoro tudo quanto é coisa do josé saramago, conheci o daniel galera e tenho gostado bastante, sem falar da minha nerdice eterna que me faz ler game of thrones.

    p.s.: Gabriel Garcia Márquez é um dos meus favoritos no mundo =}

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    1. sim, pode até ser obrigatório, mas o professor pode fazer essa atividade se tornar legal, né? seria bem mais motivante!

      cara, ainda não consegui ler saramago, porque me incomodo com as vírgulas onde tinha que ter pontos hahaha espero um dia estar apta a ler e gostar de um dele!

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  6. Acho que essa coisa de imposição nunca é legal: pra livros e pra qualquer outra coisa, na verdade. Eu fui uma pré-adolescente/adolescente que lia muito, mas lembro de ler muita coisa nessa época que só fui entender REALMENTE anos depois, ao reler alguns clássicos.

    Também acredito que um bom professor pode mudar muito a nossa relação com a literatura. Tive um professor de português/literatura que era super empolgado e deixava a gente empolgado também para conhecer novos autores. Mas, ao mesmo tempo que eu queria ler tudo, tinha colegas que achavam tudo um saco e não liam mesmo. Rola um interesse pessoal também, tem pessoas que não se conectam com livros e ponto.

    Um beijo Manie! :*

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    1. exatamente.
      acho que o sistema de ensino do brasil é muito arcaico ainda e talvez essa questão da obrigatoriedade não mude, mas só o fato de o professor animar mais o aluno em relação a essas obras já vale a pena!

      beijosss

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  7. Tenho sérias dificuldades com coisas obrigatórias, especialmente leituras.
    Veja bem, eu AMO ler. Mas aí o cerumano me diz que sou ~obrigada~ a ler aquele livrinho e... vixe, cabô amor pela leitura. </3 Mentira, não cabô, mas tornou-se complicado.

    Enfim: lembro que no Ensino Médio fui obrigada a ler "Memórias de um sargento de milícias" e né, PROTESTEI VEEMENTEMENTE. Mas teria prova sobre o livro, então fui lá e li, mesmo a contragosto. Quer dizer, contragosto durante o primeiro capítulo, porque depois foi puro amor. GENTE, COMO EU AMO ESSE LIVRO! ♥ Tornou-se um de meus livros preferidos da vida.

    Agora, clássicos universais eu sempre li. Aliás, comecei minha saga literária lendo clássicos como "O retrato de Dorian Gray" e "O morro dos ventos uivantes". Há uns dois anos que fui começar a fazer leitura de Y.A.s, chick-lits e coisas do gênero. Mas super concordo com o fato de que a pessoa tem de ler o que bem entender, ué, e não é porque se está lendo "Jogos Vorazes" ou algo do senhor Sparks que seja-se um mau leitor. Eu leio de tudo. A gente tem que ler o que nos faz bem.

    Ler, antes de qualquer coisa, é entretenimento. Não devemos nos esquecer disso.

    Beijo ;*

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    1. tô louca pelo 'o retrato de dorian gray' e 'morro dos ventos uivantes'.
      estou vendendo/trocando alguns livros e espero conseguir esses!
      quando eu li 'memórias de um sargento de milícias' eu achei muiiiiito chato, mas depois da aula do cursinho, voltei a ler alguns trechos e até que me interessei, viu.

      sim, ler é entretenimento ♥

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  8. De certo modo eu concordo, mas sou leigo e admito. Quase nunca visito a biblioteca da minha escola, os livros que leio são normalmente comprados ou emprestados. Li uma vez "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e eu não gostei, mas talvez assim como você eu vá gostar um dia. Na minha escola não há imposição e mal estudamos a literatura, o que é algo triste de se dizer. Gostei do post e me fez pensar um pouco.

    http://www.acessopermitido.com/

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    1. essa é outra triste realidade do país, elcimar :/
      mas olha, você escreve bem, deve fazer redações muito boas e com certeza deve ter alguns livros que gostou muito de ler.
      se não gostou de machado de assis agora, não tem problema, leia o que gosta!
      estuda o que achar necessário, se reúna com outros alunos, façam um picnic literário hahaha se precisar de algum help, chama aí!
      beijos

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. aah, não vou me prolongar pois irei apenas repetir o que já foi citado nos comentários, mas adorei este post, sério, lembro que éramos obrigados a ler na escola, um saco .-. nunca entendi nada.
    quando sai do médio, me interesse por os três mosqueteiros e li por vontade, foi uma delícia, um tempo depois fui ler alguns dos livros da época de escola e dentre eles memórias póstumas foi o que mais gostei rs lembro que não entendi nada na primeira vez, e mesmo lendo ele anos depois, eu reli novamente e ainda assim vi algo mais, algo que passou.

    enfim, leitura obrigatória, okay, mas não de obras como as que nós fomos acostumados, para escola o conteúdo deve ser mais dinâmico, ou só irá criar sentimentos inversos.

    é isso :D
    xoxo

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