Minha festa de despedida feat. 21 anos

18/06/2015

Fiz 21 anos no dia 9, mas só agora consegui me organizar pra falar como foi, aqui no blog. Como caiu numa terça feira, comemorei no dia 6 (sábado) e, já que é difícil reunir o pessoal todo de uma vez, achei melhor já fazer minha festa de despedida. 

Como muitos sabem, moro em Santos/SP, mas vou me mudar pra Florianópolis/SC mês que vem, pois começo a estudar jornalismo na UFSC em agosto. Os detalhes da mudança (como, com quem, onde, quando) e da universidade eu compartilho quando eu estiver quase pronta!


Nunca pensei que eu fosse passar nas lojas americanas e comentar "nossa, olha essa panela, vou comprar". Porém, esses comentários de vó em relação a "tupperwares" etc começaram a ganhar força no meu dia-a-dia, já que eu não tinha quase nada pra levar pra minha nova casa. Por isso fiz uma espécie de chá de panela - e ganhei um monte de coisa maneira.

No dia seguinte, percebi que não tinha quase foto dessa noite. A primeira sensação foi 'poxa, como fui esquecer?', mas logo depois pensei que foi tão mágico estar reunida de todas as pessoas que eu gosto que não sobrou tempo pra fotografar. Graças ao Tadeu, pelo menos, tive vários vídeos (que estão ali embaixo, todos juntos), então já dá pra ter uma leve noção de como foi. Faltou muita gente nessa foto, mas é a única que eu lembrei de reunir o máximo de pessoas possível.

(Cassio tava pegando na minha bunda nesse momento)

Passar no vestibular significou muito pra mim, por conta de alguns acontecimentos bem tristes no final de 2013. Arranjei forças não sei de onde pra recomeçar e botei na minha cabeça que ia entrar em jornalismo numa universidade longe de casa, pra viver esse sonho que eu mantinha escondido dentro de mim, com medo do que iam falar.

Mas de uma coisa eu não fazia ideia: ia ganhar um monte de gente maravilhosa pra chamar de amigo em menos de 365 dias. Já tinha algumas pessoas incríveis, mas a maioria sempre morou longe de mim. Então a vida me deu mais um monte de amigo legal, me aproximou de outros que eu já conhecia, enfim, ganhei mil motivos pra sentir saudades daqui a um mês.

Pensar em como o tempo é algo milimetricamente decisivo chega e dar calafrios. Se eu tivesse dado ouvidos à escola, que quase me obrigava a entrar numa universidade aos 17 anos só pra dizer que entrei, eu não teria entrado no ETEC e conhecido o Guilherme, que depois levei pro Educafro, onde me reaproximei do Henrique e conheci um monte de gente nova. Pra lá, levei a Kida, que logo se enturmou com o pessoal e me trouxe pro feminismo. Nem do Gavi, que conheci inesperadamente num desses rolês da vida, eu teria tido a chance de ser amiga, se eu tivesse me precipitado. Poderia até ter vivido outras coisas legais, mas tendo consciência de tudo isso que eu ganhei nesse período eu nem quero saber como teria sido viver sem isso. 

Uma coisa foi levando a outra. Conversando com a Agata, numa das nossas inúmeras voltas-pra-casa-de-bicicleta depois do curso e ela me aproximou, mesmo sem perceber, do Vinicius. Ir pra Bertioga pra me distrair foi essencial pra reforçar ainda mais a minha amizade com o Cassio, que, sem reparar, botou o Samuel na minha vida. Foi chamando o Lucas pra ir no cinema que, novamente sem perceber, ganhei Jackson também. Fora o Tadeu, que, depois de 8 anos de amizade à distância, continua sendo meu irmão inseparável e topou, pelo segundo ano seguido, esquentar a bunda do Rio de Janeiro até Santos pra me dar feliz aniversário. 

Várias dessas pessoas são bem conhecidas aqui porque eu vivo citando elas e muitos de vocês as conhecem. Teve gente que disse que gostaria de tê-los como amigos e essa honra não é só minha, por tê-los, mas deles por serem tão maravilhosos assim.

Fica aqui o 'discurso' que ficaram me pedindo antes de cortar o bolo, porque ainda acho que sou melhor escrevendo do que falando. E o pedido - mais que implorando - aos berros: vão me visitar!

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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