To make each day count

04/09/2015

Quando eu era mais nova, ficava assistindo a cena do jantar no Titanic e clicando no replay, porque mesmo aos 12 anos eu já entendia o que o Jack queria dizer, quando finalizava seu discurso na mesa da primeira classe com a frase "to make each day count" (fazer cada dia valer a pena). Era inspirador quando ele dizia se orgulhar de sua existência por ter ar em seus pulmões e algumas folhas de papel em branco. Eu era boa em criar amores platônicos dignos de serem admirados. 


Bem, já falei do Vini umas quatrocentas e trinta e sete vezes aqui no blog e hoje não vai ser diferente (não por ele ser meu namorado, mas porque ele merece mesmo). No começo do ano, fiz um mini vídeo da trajetória dele como ilustrador e como tá sendo se dedicar pra realizar o seu sonho (clique aqui se quiser assistir). 

Tô muito orgulhosa desse rapaz. Ele é um exemplo do que muitos de nós passamos na vida: a gente sempre tem um projeto, seja publicar um livro, dirigir um documentário, fazer uma viagem, alcançar um cargo profissional, obter uma formação acadêmica, enfim, sabem como é. Só que a gente reclama demais da tal da procrastinação. Começamos uma coisa, ficamos super animados e depois de uma semana a empolgação/motivação já não é mais a mesma. 

Agosto veio pra destruir toda a nossa inspiração (pelo menos foi o que acompanhei nos blogs que eu sigo). Esse mês, que mais pareceu um ano, fez com que muita gente deixasse seus planos pra setembro. E ver o Vini cada vez mais engajado com seus sonhos me motivou demais, especialmente nessa fase de mudança pra Floripa que venho vivendo. 

Desde que me deu a entrevista, em maio desse ano, ele já participou de vários eventos legais, onde teve a oportunidade de divulgar o seu trabalho. Saiu marcando presença em todos os bazares que via no Facebook, entrando em contato com a organização pra ver de que maneira poderia participar. Estive com ele em um deles, que foi no Santos Jazz Festival, o Bazar Cafofo. Foi a sua primeira experiência lidando com o público enquanto personagem principal do seu stand. 

Eu vim pra outro estado e ele continuou focado no que tava fazendo. Ministrou workshop na universidade onde estuda, participou do Coletivo Pode Pá, também expondo suas ilustrações ao público; dias depois, estava fazendo speedpaint e mostrando seu trabalho na Feira Itinerante Colaborativa Cultural.

E o que a história do Vini tem a ver com o discurso do Jack, que comentei no primeiro parágrafo? Tudo! A gente se inspirou muito um no outro, no semestre passado, pra por nossos sonhos em prática. Acabei me animando pra fazer meu documentário e, por incrível que pareça, consegui finalizar e apresentar pros meus alunos em julho. Já que essa onda de inspiração deu certo com a gente, espero que também atinja vocês de alguma maneira. Imponham a si mesmos as suas vontades e busquem motivação de todos os lugares possíveis pra seguir em frente. Lembrem-se: se vocês não fizerem isso, ninguém vai fazer por vocês. Façam valer a pena!

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Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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