Não tenho mais saúde pra isso

28/10/2015

Alguém, além de mim, tem se sentido extremamente desmotivado pra debater ultimamente? Não tô nem falando sobre debates construtivos (o que significa 0,5% dos debates que eu tenho me enfiado nos últimos dias), mas aquelas conversas que você sabe que não passam de um disputa de quem sabe mais

Sei lá, cara, ontem fui dormir bem aborrecida. É uma notícia ruim atrás da outra. Sinceramente, ando totalmente sem esperança de que um dia as injustiças deixem de existir ou que pelo menos as pessoas que lutam contra elas se tornem maioria. Hoje mesmo já deixei de curtir várias páginas no facebook, porque vi que aquilo só tava me fazendo mal. Ninguém que entra naquelas publicações e participa da troca de ideias está realmente disposto a refletir, seja de um lado ou de outro. 

Quando eu finalmente consigo conduzir uma conversa e trocar ideia numa boa com a/o "opositora/o", vem alguém que supostamente está do meu lado e já chega gritando agressivamente um monte de coisa sem noção. Eu penso "meu, você entendeu tudo errado...". Quando eu percebo, tô no meio de uma guerra, sem vontade de expor minha opinião.

Nesse fim de semana, quando vi o tema de redação da prova do Enem, já logo mandei textão na minha timeline, toda feliz, gritando feminismo e etc. Quando vi que outras pessoas estavam fazendo o mesmo e a repercussão foi tão negativa, percebi que não faz sentido eu me submeter a esse tipo de situação. Foi tanto comentário escroto que eu tive que ler que, sério, não dá. 

Resolvi, por questão de saúde mental, que não vou mais discutir com pessoas que não estão dispostas a pensar. Tô cansada, velho. É gente na internet falando que menina de 12 anos é objeto sexual, gente na faculdade falando que nosso governo é de esquerda, gente na câmara fazendo merda... ai, cara, não nasci pra aguentar isso.

Daí me vem JoutJout, dias depois, falando sobre o tema em um de seus vídeos, e foi a saída perfeita que eu encontrei para os meus problemas: quando tiver que falar sobre assuntos assim, vou focar nas ideias e não nas nomenclaturas. Dane-se se fulana não se considera feminista. Se ela concordou com o que a youtuber disse, é o que importa pro bem estar da nossa sociedade. É pra isso que vou lutar daqui pra frente. Continuo sendo feminista e tudo o que a maioria da sociedade considera rebeldia, mas não é sobre esses nomes que vou falar nas minhas conversas futuras. Quem me conhece sabe. E quem quiser aprender um pouquinho mais sobre tudo isso também pode contar comigo.

Não vou gastar tempo do meu dia fazendo gente ignorante se sentir ainda mais foda por me ver estressada. 

Mais ação, menos perda de tempo (e de saúde).

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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