Sobre sofrimento no supermercado

12/07/2016

Quando a seção de "coisas para a casa" do mercado te interessa mais do que a de livros, você está automaticamente apto a receber a carteirinha de 'bem vindo ao mundo adulto'. Não que adulto não leia ou não goste de umas almofada com estampa da Frida Kahlo, mas meus amigos, vocês já viram aqueles potinhos escrito "arroz", "açúcar", "café"? E aquelas energia positiva das cestinha organizadora pra armário de cozinha? Vocês também sentem? 

Fui ao mercado fazer a-compra-do-mês-que-nunca-dura-o-mês, toda feliz porque adoro comprar comida. Quando risquei todos os itens da lista, fui em direção ao caixa, mas, no caminho, me deparei com uma parte do mercado que eu nunca tinha visitado antes. É tipo aquelas partes cinzas do mapa do vídeo-game, sabe? Resolvi entrar.

JAMAIS FAÇAM ISSO.

Sabe o que é ousar pensar na ideia de trocar o macarrão por um potinho com tampa de coruja? Sem falar em todos aqueles utensílios que você nem sabe pra que servem, mas que te olham de um jeito sedutor como quem diz "me compre, me compre!", e você sabe bem o quão provocador isso pode ser. Olha, nem vou entrar no assunto dos equipamentos hiper-modernos-caros todos coloridinhos com cores verde-turquesa-azul-água-vintage que você aperta o botão e sai pão, mexe suco, corta legume, ferve água, te faz chorar e desgraça sua vida.

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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