Pare de se decepcionar consigo mesmo a todo o momento

21/09/2016

Ainda é quarta-feira, mas tem sido uma semana meio difícil. Às vezes, no meio da aula, bate uma leve angústia, e na loucura por encontrar um motivo, invento vários. 

- Tá, será que é por isso mesmo que eu tô assim agora? - eu pergunto a mim mesma, pensando em alguma razão pra eu estar pra baixo. 

E qualquer motivo que eu encontre parecer se o motivo. Mas no fundo eu sei que não há porquê entrar em desespero. Afinal, é só um dia ruim - ou 3, no meu caso. Que mal tem nisso? Já era pra eu ter aprendido que a principal diferença entre ser adulto e ser criança é que nem sempre você vai poder expressar as pequenas angústias inexplicáveis do seu dia gritando e se jogando no chão da rua. É um desafio diário e que nunca chegará ao fim.

Dia desses, um adolescente me perguntou quando a crise da adolescência passava. Eu disse "nunca". Quando você começa a perceber que está crescendo e em breve não poderá mais gritar e se jogar no chão da rua, bate um desespero. Você percebe que terá que lidar com as situações da vida, não importa como. Sabe aquele prato sujo que fica na pia, quando você mora sozinho, e não sai de lá até você lavar? Ser adulto é basicamente isso: tem sempre um prato sujo pra limpar. Não adianta fugir. Você sabe disso.

Além disso, dá a impressão que a gente tem que tá sempre querendo estar bem. Creio que seja intrínseco a mim querer estar bem, mas tem dia que dá preguiça e eu só quero ficar de cara fechada mesmo, sem ser questionada. E tá tudo bem nisso, sabe? Às vezes não é fácil buscar equilíbrio emocional sem ficar o dia todo se esforçando loucamente e se decepcionando por não atingir nenhum resultado. 

O que fiz hoje foi esperar chegar em casa e dar uma choradinha básica pra me aliviar (músicas tristes ajudam, mas eu não precisei de tanto esforço). Depois conversei com o Vini e falei coisas do tipo VOCÊ FAZ MUITA FALTA MEU DEUS. Quando percebi, já tava melhorzinha. Agora vou comer alguma coisa e ler meu livro de metodologia (essa disciplina está sendo mais que um prato sujo na minha vida: ela está sendo aquela panela de pressão com óleo e resto de comida grudado). 

Mas vamo seguir, né? 
Não adianta querer uma pia limpíssima sempre, porque você só vai estar arrumando mais um motivo pra ficar pra baixo. Tá tudo bem não estar bem sempre. 

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1 comentário (s)

  1. "a principal diferença entre ser adulto e ser criança é que nem sempre você vai poder expressar as pequenas angústias inexplicáveis do seu dia gritando e se jogando no chão da rua" é exatamente isso, meldeus! esses dias também tive esse momento de parar e me questionar o porque de estar triste... e a conclusão que eu tive é que eu SÓ estava triste, porque meu ânimo estava daquele jeito e ponto final. viver triste não dá, mas se permitir não ser feliz o tempo todo é libertador. amei o post, me representa demais.

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