Sobre os últimos dias #3

09/11/2016

Era pra eu estar dormindo, depois de ter - tecnicamente - começado meu projeto de pesquisa pra faculdade. Acontece que amanhã não vou ter tempo de almoçar no restaurante universitário e resolvi deixar o almoço pronto (e olha que foi só uma carninha moída com purê de batata), mas não imaginava que fosse levar duas horas na cozinha. Maldita mania de cortar fininho a cebola. 

Isso me faz pensar no quanto a vida adulta é um verdadeiro desafio, porque se você resolve não lavar a louça ou arrumar sua cama, não tem problema, mas se você não deixa almoço preparado você simplesmente não vai ter almoço. E eu fico sem roupa limpa, mas não fico sem comida. 

A minha vida tava extremamente corrida até 3 semanas atrás, mas não vejo motivo pra me vangloriar disso. Tipo, eu não acho normal uma pessoa dormir pouquíssimo todas as noites porque ficou estudando, ou se alimentar mal porque não dá tempo de fazer comida. Por isso, com a ajuda da minha mãe, eu reformulei toda a minha rotina.

Continuo sem o tempo que eu gostaria de ter (no caso, férias de 15 meses), mas agora eu aprendi que reservar o meu tempo também faz parte do meu dia. Ficar um momento sem fazer nada, nem que seja meia hora, vendo vídeo, olhando pro teto, ouvindo música, mesmo sabendo que tem várias coisas pra resolver gritando no meu ouvido. Hoje foram 2 horas cozinhando, então digamos que eu tive um momentão. Meu projeto de pesquisa ainda não comecei, mas as comida tão tudo pronta nos potinho na geladeira. 

O que mais tenho feito pra me distrair é ouvir música, principalmente no caminho pro trabalho. Vou deixar aqui as que eu mais tenho escutado:




Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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