Retrospectiva 2016

28/12/2016

Esse ano não foi dos melhores, mas a gente se esforçou, hein? Aliás, ainda estamos aguentando firme, afinal ainda é dia 28 e o acúmulo de acontecimentos ruins está crescendo em progressão geométrica e desembocando todo no último mês do ano. Sei que não faz muito sentido botar fé em datas delimitadas pelo calendário, mas confesso que estou receosa de acordar no ano novo e ser dia 32 de dezembro.

Arpoador, RJ | outubro
Um amigo meu me disse uma vez que eu sempre vejo esperança onde não tem. O mundo tá caindo ao meu redor e eu tô catando motivos pra seguir em frente. A razão que me motiva a ser assim eu não sei de onde vem, só sei que isso me faz bem e de alguma forma contagia quem convive comigo. Então, como dizem meus amigos de Floripa, vamo dale.

fui morar em uma pensão de estudantes e esse foi o primeiro chá que tomei lá | fiz uma disciplina incrível chamada História da América Independente

tomei cerca de 400 xícaras de café | dormi um número incontável de vezes na grama da UFSC

li 5 HQs e 6 livros | assisti Meninas Malvadas ao ar livre, na universidade

comemorei meu primeiro aniversário longe da família, mas, em compensação, tive duas surpresas

o Vini me visitou em Floripa duas vezes

 participei à distância do aniversário do meu irmão | fui em uma festa à fantasia e não gastei nada com a minha caracterização

vi meu namorado se formar | vivi o inverno mais frio da minha vida

a Bianca foi a pessoa mais topzera que conheci este ano e juntas fizemos muitas jantinhas

fui pro Rio de Janeiro visitar meu irmão mais velho

passei o segundo semestre inteiro estudando pro vestibular da USP, porque quis tentar ficar mais perto da família, mas não passei | em compensação, consegui meu primeiro estágio em jornalismo e nem sei explicar o quão incrível tá sendo trabalhar com essas pessoas

***

Não há nada mais angustiante do que se sentir incapaz diante de tanta coisa ruim acontecendo ao mesmo tempo. Diante disso, fico pensando no quão importante é ser grato a si mesmo por persistir diante desse mundo descontrolado. A gente se agride demais, mas esquece que tamo no meio disso tudo apanhando da vida também. Sobreviver a gente até sobrevive, mas encontrar força em meio ao caos é o que nos move. 

Aprendi na marra que as coisas que me deixam feliz nem sempre dependem só de mim para acontecer e tá tudo bem; vai ter dia que não vou estar com vontade de sorrir e também vai estar tudo bem; os momentos bons que vivi esse ano não serviram pra me fazer chorar de saudades quando passaram, mas me dar esperança de que momentos bons ainda existem e surgem quando a gente menos espera. 

Estou convicta de que vou começar o ano bem equilibrada mas que em breve terei meu primeiro momento ruim, como rege a vida. E, mais uma vez, vai estar tudo bem. Já tô cansada de saber que a vida não é um gráfico linear, mas um rabisco todo bagunçado, então não sei porque às vezes ainda me surpreendo com as quebras de equilíbrio emocional que vivencio. Tudo bem querer dar uma choradinha e tudo bem querer rir até a barriga doer e ambas as coisas vão se repetir e se misturar até o dia em que eu não estiver mais aqui.  

Vivo cercada de pessoas que me auxiliam a continuar minha caminhada e tenho orgulho de tê-las em minha vida. Mas, antes de qualquer pessoa, sou grata a mim mesma por ter sido a minha melhor amiga este ano. Não sou tão zen como gostaria, mas realmente foda-se, sabe? Eu sou ótima. Você também é. Vamo dale. 

Manie
Estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. Tenho 22 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tento ver graça nas coisas simples do dia-a-dia.

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